Os Tapetes de Arraiolos

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Câmara Municipal de Arraiolos

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Não é consensual entre os historiadores quando se começam a produzir tapetes bordados em Arraiolos mas estes são, no seu conjunto, um objeto de fronteira entre o artístico e o artesanal (Pereira, 1997). O próprio nome do ponto também é enganador. De facto, ele não tem as suas origens na vila de Arraiolos mas é conhecido na Península Ibérica pelo menos desde o século XII, quando foi usado para bordar em seda diferentes objetos têxteis (Pereira, 1997). Não são conhecidos exemplares datados do século XVI, mas são do século XVII e início do século XVIII os melhores exemplares de tapete de Arraiolos que chegaram aos nossos dias.Entre 2007 e 2011 decorreu na Universidade de Évora o projeto de investigação REMATAR – à Redescoberta dos Materiais dos Tapetes de Arraiolos, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), e que teve como objeto de estudo a coleção de tapetes de Arraiolos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). Uma das conclusões mais interessantes deste trabalho foi a de que, em muitos dos tapetes estudados, as cores atuais dos bordados são muito diferentes daquelas que teriam à data da sua produção. Este facto resulta da degradação pela luz (fotodegradação) de alguns corantes naturais utilizados no tingimento das lãs. No entanto, a velocidade de degradação não é igual para todos os cromóforos dos corantes utilizados, sendo os amarelos, obtidos com lírio-dos-tintureiros e trovisco, e o vermelho do pau-brasil, os mais suscetíveis à degradação.

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Cristina Barrocas Dias, Ana Manhita, Teresa Ferreira, António Candeias, Os Tapetes de Arraiolos in Património(S) de Arraiolos, Câmara Municipal de Arraiolos, 2013

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