A Arte Perversa de Edgar Allan Poe

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CEAUL - Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa

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E se Edgar Poe, esse autor americano tão fora do seu tempo e espaço, e por isso tão pouco dado a efemérides, tivesse sido atormentado não só pelo vício do álcool, mas também pelo vício da sua arte? A ques tão estará em saber se esse segredo nunca revelado – procurado na insondável negritude dos abismos, nos turbilhões do mar, nos enterros prematuros, nas experiências de morte antecipada, nos extremos de sofri - mento provocados por instrumentos de tortura, por actos de vingança, por amores trágicos ou por impulsos perversos gratuitos – não estaria talvez muito próximo da revelação implícita, em muitos dos seus contos, de que a arte pode matar, não tendo a sua ficção outra saída que não fosse iniciarse como uma arte do crime.

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Citation

A Arte Perversa de Edgar Allan Poe”, in Anglo-Saxónica SER. III N. 1, CEAUL - Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa, Lisboa, 2010, pp. 9-13. http://www.ulices.org/images/stories/as28-iii-web-jpgs.pdf

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