Morfo-evolução de mosteiros cistercienses femininos: três casos de estudo ─ Lisboa, Évora e Portalegre (PORTUGAL)
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A Ordem de Cister foi pioneira na criação de casas religiosas em território
nacional contando com o beneplácito de D. Afonso Henriques. Os seus
primeiros monges instalaram-se em vastos terrenos doados por este monarca
na região das beiras, local recém-conquistado e que importava desenvolver
e povoar. O contributo da Ordem revelou-se relevante, não apenas através
dos edifícios que nos legaram como também de inovadores conhecimentos,
nomeadamente de cariz agrícola que localmente transmitiram. O ramo
feminino da Ordem teve como primeira casa religiosa, em território português,
o Mosteiro de S. Bento de Cástris localizado na região de Évora. O objetivo
do presente trabalho consiste no estudo de três mosteiros femininos,
fundados em cidades com características bem diferenciadas e em distintas
épocas: os mosteiros de S. Bento de Cástris em Évora (1274), o de S. Bernardo
em Portalegre (1518) e o de Nossa Senhora da Nazareth do Mocambo em
Lisboa (1653). Localizando-se, um na capital do reino e os restantes em duas
cidades distintamente hierarquizadas da região alentejana. As especificidades
destes mosteiros permitirão realizar análises no desenvolvimento geomorfológico,
através de documentação icono-cartográfica, das zonas de implantação assim como entender, através de um fio condutor temporal, as suas
influências nas zonas adjacentes assim como os legados patrimoniais.