Risco e rentabilidade no mercado de capitais em Portugal. Abordagem do Downside Risk
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Universidade de Évora
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A relação rentabilidade/risco das carteiras de ativos financeiros é tradicionalmente representada no domínio da média/desvio-padrão. Esta investigação procura entender se a relação é retratada de forma mais adequada no plano da média/desvio-padrão ou no plano da média/semidesvio-padrão, bem como as diferenças na utilização de cada uma das abordagens. Para tal, foram estimadas e comparadas as fronteiras eficientes, com o modelo de Markowitz e com o modelo sugerido por Ballestero (2005), e testada a hipótese de normalidade individual e conjunta das rentabilidades. As fronteiras eficientes estimadas apresentam uma relação positiva entre rentabilidade e risco, com diferenças sobretudo nas carteiras de menor risco. Os testes rejeitam a hipótese nula de distribuição normal, sugerindo assim que o modelo de Ballestero é o mais adequado para analisar esta relação entre rentabilidade e risco. Vemos, igualmente, que restrições aos pesos dos ativos muito rigorosas levam a carteiras com mais risco e menos rentabilidade; Abstract:
Risk and Return in the Portuguese Stock Market: Downside Risk approach
The return/risk relation of financial asset portfolios is traditionally represented in the mean/standard deviation domain. This investigation seeks to understand if this relation is more adequately represented in the mean/standard deviation plane or in the mean/semideviation plane, as well as the differences in the utilization of each approach. For that, the efficient frontiers were estimated and compared, with the Markowitz’s model and with the model suggested by Ballestero (2005), and the hypothesis of individual and joint normality was tested. The estimated efficient frontiers show a positive relation between returns and risk, with differences mainly in portfolios with lower risk. The tests reject the null hypothesis of normal distribution, thus suggesting that Ballestero’s model is more suitable to analyze the relation between return and risk. We see, as well, that very strict restrictions on the assets’ weights lead to portfolios with more risk and lesser returns.