Estudo clínico e epidemiológico da febre botonosa, ehrlichiose canina e borreliose de Lyme numa população de canídeos domésticos do Algarve.

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Faculdade de Medicina Veterinária - Universidade Técnica de Lisboa

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O autor apresenta os resultados de um rastreio serológico de febre botonosa, ehrlichiose monocítica canina e borreliose de Lyme efectuado sobre uma amostra parcial de 100 canídeos, pontualmente em cada uma das estações do ano, perfazendo uma amostra total de 400 canídeos de uma população de canídeos medicalizados da região do Algarve- Portugal. A prova utilizada foi a da imunofluorescência indirecta (IFI) e os resultados revelaram uma seroprevalência total de 38,5%±0,48 para febre botonosa, 5,25%±0,604 para ehrlichiose monocítica canina e de 2,25%±0,043 para borreliose de lyme. Os factores de risco foram definidos através do teste de qui-quadrado e caracterizados pelo cálculo do “Odds ratio”. A idade superior a dois anos (p<0,05) foi considerado o principal factor de risco para a seropositividade de febre botonosa. Para a ehrlichiose monocítica canina, a aptidão caça, a residência em áreas rurais e o passeio em zonas de baldio foram considerados factores de risco (p<0,05) para a seropositividade. Apesar da baixa seroprevalência para borreliose de Lyme, os canídeos de aptidão caça foram considerados em risco (p<0,05) de seropositividade para Borrelia burgdorferi s.l. Foram recolhidos 188 ixodídeos para posterior identificação das espécies e pesquisa de “Rickettsia Like Organisms” na hemolinfa através do teste dos hemócitos. Rhipicephalus sanguineus foi a única espécie identificada entre a população de ixodídeos colhida. Os ixodídeos foram também estudados por “PCR” estimando-se uma prevalência de infecção de 22,2%±0,832 para Rickettsia conorii, de 2,2%± 0,062 para Ehrlichia canis e de 0% para Borrelia burgdorferi s.l. Foram também estudados 55 canídeos presentes à consulta com quadro clínico compatível com qualquer uma das três doenças. Entre os sinais clínicos observados com maior frequência foram a hipertermia (84%), hipertrofia dos linfonodos (60%), perda de peso (20%) e petéquias (15%). A anemia (71%), a leucopenia (47%) e a trombocitopenia (96%) foram as anomalias hematológicas mais frequentes. Tentou-se, sem sucesso, isolar R. conorii pela técnica de “shell vial” em 55 canídeos e paralelamente foi amplificado ADN a partir do “buffy coat” com positividade de 25,4% para E. canis e de 16,3% para Rickettsia spp. PALAVR

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