Inovação em Portugal: sinais de mudança estrutural?
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Portugal tem assistido nos últimos anos a inúmeras iniciativas de natureza política, académica, empresarial e outras tendo em vista fomentar a inovação e o espírito inovador nos agentes económicos. Parece cada vez mais consolidada a percepção geral de que a inovação é actualmente umas das poucas vias possíveis não apenas para sobreviver a um processo de globalização com traços fortes de mudança e incerteza, mas também, quiçá, para ganhar maior projecção num contexto económico e concorrencial futuro. Estas preocupações estendem-se a muitos outros países, muitos deles dotados de melhores condições de partida ou de melhores recursos, que obrigam a sermos colectivamente inovadores mesmo na forma como nos posicionamos perante a mudança e direccionamos os recursos. A percepção da capacidade inovadora de um país não pode ser feita a partir de um único indicador de inovação porque esse indicador não existe, mas antes a partir de múltiplos indicadores que nos informam sobre as potencialidades e fragilidades de partes específicas do processo de inovação e, no conjunto, nos permitem construir uma imagem da capacidade inovadora de um país. A capacidade inovadora de um país está normalmente concentrada num conjunto limitado de sectores e varia de país para país. Importa, pois, começar a perceber se a mobilização dos agentes económicos para as questões da inovação ao longo da última década já se manifesta nos indicadores de inovação e se já é perceptível alguma mudança estrutural relevante.
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Carvalho, Adão (2009). Inovação em Portugal: sinais de mudança estrutural? Revista Cadernos de Economia, nº 87, Abril-Junho, pp. 13-19.