Tornar-se professor. Da idealização à realidade
| dc.contributor.author | Machado, Constança Maria S. S. Pinto Gomes | |
| dc.date.accessioned | 2014-12-17T17:59:40Z | |
| dc.date.available | 2014-12-17T17:59:40Z | |
| dc.date.issued | 1996 | |
| dc.description.abstract | Ensinar é uma actividade pessoal, na qual se compromete toda a pessoa do professor. "The self is a crucial element in the way teachers themselves construe the nature of their job " (Nias, 1989, p.155). Perceber o que é ser professor passa pela compreensão da forma como cada um vive a sua identidade profissional e se assume numa profissão que parece ser, simultaneamente, geradora de mal-estar e de auto-realização. Como refere Lipiansky (1990), a noção de identidade' pode ser vista segundo duas perspectivas diferentes. Por um lado, temos aquilo a que pode chamar-se identidade social, conjunto de características que permitem identificar o sujeito a partir do exterior, e que tem a ver com os grupos a que este pertence. Tem, assim, a ver com o lugar, ou com os lugares que o self ocupa na ecologia social (Baugnet, 1991). Por outro lado, temos a identidade pessoal, enquanto percepção subjectiva que o sujeito tem de si próprio, "ensemble organisé dês sentiments, dês représentations, dês expériences et dês projets d'avenir se rapportant à soi" (Malewska-Peyre, 1990, p.112). Apesar de permitirem olhares diferentes, são dois aspectos duma mesma realidade, resultando a identidade das relações complexas que se estabelecem entre o social e o pessoal, entre as definições exteriores de si e a forma como o indivíduo as percebe, a partir do seu interior. Nesta linha, a identidade pessoal teria a ver com a forma como o indivíduo se apropria das diferentes identidades sociais e as investe. Não é por isso possível separar uma da outra. Estamos próximos do conceito de identidade psicossocial, que, segundo Zavalloni (1973), procura exprimir a forma como o psicológico e o social se encontram na definição do sujeito. O importante passa por perceber, não só como é que o pertencer a um determinado grupo afecta a percepção de si próprio, mas também como é que o indivíduo participa nas transformações dessas significações. No estudo desta relação entre a consciência subjectiva da identidade e os atributos sociais, é importante ter presente que estes nunca são factos objectivos, pois cada pessoa pode viver a pertença a determinado grupo de forma diferente, atribuindo-lhe significados diversos. | por |
| dc.identifier.authoremail | cbiscaia@uevora.pt @uevora.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 681 | por |
| dc.identifier.sharewith | dep. C.S. | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/11950 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade de Évora | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Ser professor | por |
| dc.subject | Ensino | por |
| dc.subject | Formação de professores | por |
| dc.subject | Teoria e política da educação | por |
| dc.title | Tornar-se professor. Da idealização à realidade | por |
| dc.type | doctoralThesis | por |
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