CONCEITOS-CHAVE DO DISCURSO HISTORIOGRÁFICO PORTUGUÊS SOBRE A SINTAXE

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Instituto Politécnico de Santarém / Escola Superior de Educação

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Quando em 1876 Teófilo Braga advertia contra as “velhas categorias irracionaes de Etymologia, Syntaxe, Prosodia e Orthographia” (1876, p. ix) e propugnava por uma nova orientação de conteúdos gramaticais que haviam de ‘expungir da velha sintaxe a parte figurada, porque pertence exclusivamente à retórica ou teoria do estilo’ (Braga, 1876, p. ix), quando assim escrevia na Grammatica portugueza elementar, fundada sobre o methodo historico-comparativo (1876), dizia-se, o autor da Geração de 70 estava, na verdade, a visar conceitos-chave do discurso historiográfico português (e não só) sobre a sintaxe. São especificamente focados, quer o enquadramento da matéria sintática no conjunto das partes da gramática – donde agora é excluída a ortografia e se atribui à morfologia o estudo sincrónico das formas, ficando a etimologia para a evolução histórica –, quer a organização dos conteúdos da disciplina em matéria de construção figurada, que muito havia ocupado a preceptiva literária do neoclassicismo em reação à estética barroca (cf. Castro, 1973).

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