Museus e Género. Da teoria à prática.

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Edicões Universitárias Lusófonas

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Os museus são responsáveis pela ausência das mulheres nas suas coleções, nas narrativas das exposições, nos inventários dos bens culturais. Não há como negar este facto. Esta afirmação é igualmente verdadeira quando nos referimos às minorias, relacionadas com as identidades e expressões de género, étnicas, ou sexuais, que são intencionalmente excluídas dos museus, ou que não se revêm nas narrativas por eles apresentadas. Metodologicamente, ao optarmos por uma perspetiva integrada de género na museologia, conduziu-nos a construir projetos expositivos num crescendo de complexidade e de envolvimento dos visitantes. Nestes projetos expositivos, adotamos um conjunto de premissas para fundamentar o nosso trabalho, a saber: que a adoção de uma perspetiva de género torna as diversas identidades de género visíveis nos processos museológicos; que os museus não são neutros e transmitem ideias e assumem posições e compromissos usando para tal os bens culturais preservados no acervo; que a metodologia participativa na elaboração de exposições temporárias em museus permite desenvolver processos de empoderamento, de capacitação e de visibilização.

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Rechena, Aida & Furtado, Teresa Veiga (2023). Museus e Género. Da teoria à prática. In J. Primo, J. Baptista, T. Boita, M. Moutinho (Eds.), Sociomuseologia: Corpos Geradores, Género e Identidade, (pp. 27-39). Departamento de Museologia. Edicões Universitárias Lusófonas. https://doi.org/10.36572/csm.2021.book_6

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