Controlo de Infestantes mono e dicotiledóneas em pós-emergência na cultura do trigo em sementeira directa. Ensaios: Atlantis e Dopler

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No ano agrícola de 2005/2006, realizaram-se ensaios cujo objectivo foi o de estudar o efeito de doses inferiores às recomendadas de Mesosulfurão-metilo & iodosulfurão-metilo & mefenepir-dietilo (Atlantis) no controlo de infestantes mono e dicotiledóneas e diclofope-metilo + fenoxaprope-p-etilo + mefenepir – dietilo (Dopler) no controlo de infestantes monocotiledóneas em pós-emergência, e na produção de trigo em sementeira directa. Os ensaios realizaram-se na herdade da Revilheira (Reguengos de Monsaraz), pertença da DRAAL (Direcção Regional de Agricultura do Alentejo). Tal como verificado em anos anteriores também neste ano agrícola de 2005/2006, a antecipação da aplicação dos herbicidas para uma fase mais temporã do desenvolvimento das infestantes conduziu ao aumento de produção de grão na cultura. Ambos os herbicidas revelaram uma excelente eficiência no controlo das infestantes monocotiledóneas (Lolium rigidum G. e Avena sterilis L.) mesmo quando aplicados em doses inferiores às recomendadas e quando essa aplicação se realizou no início do afilhamento destas infestantes (1ª época). Quando os tratamentos foram atrasados (afilhamento completo das infestantes), a eficiência no controlo destas monocotiledóneas reduziu-se, mesmo para as doses recomendadas pelo fabricante. O herbicida Atlantis mostrou-se muito eficaz no controlo de algumas dicotiledóneas, sendo essa eficiência, menor para outras. Para que a eficiência deste herbicida no controlo de algumas dicotiledóneas fosse maior, mesmo na 1ª época de aplicação, foi necessário utilizar a dose máxima (0.4 kg ha-1), ou seja, a dose recomendada pelo fabricante.

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