(Re)Pensar os paradoxos da participação directa e as suas implicações na enfermagem : hospitais e centros de saúde do Alentejo
| dc.contributor.advisor | Figueira, Eduardo Álvaro do Carmo | |
| dc.contributor.advisor | Ramos, Francisco Martins | |
| dc.contributor.author | Silva, Carlos Alberto da | |
| dc.date.accessioned | 2018-02-05T10:54:47Z | |
| dc.date.available | 2018-02-05T10:54:47Z | |
| dc.date.issued | 2001-06 | |
| dc.description.abstract | Esta Tese apresenta um estudo sobre a participação directa, tomando como pano de fundo aquilo que denomino de eixo da acção organizada da enfermagem hospitalar e dos cuidados de saúde primários. Trata-se de uma pesquisa desenvolvida a partir de uma perspectiva de análise estratégica e/ou organizacional, que compreendeu a adopção de um estudo de caso múltiplo, estruturado em torno de dois momentos. Um primeiro centrado na desocultação das especificidades da organização do trabalho em enfermagem, tendo em vista a caracterização dos problemas do sistema de acção concreto para uma melhor compreensão das suas lógicas de regulação local. No segundo, e com base na paisagem captada sobre as diferentes formas de regulação profissional e organizacional, procurei identificar e descodificar as continuidades e as rupturas engendradas pelos actores face às formas, os processos e os efeitos da participação directa nos diferentes contextos de acção no quotidiano de trabalho em enfermagem. Foi com base nestes dois ângulos analíticos que abri um debate sobre a comparação sistémica e global dos casos analisados, quer numa perspectiva extensiva, quer na lógica intensiva sobre a problemática da participação directa. Ao focar o meu olhar nas redes hospitalar e dos centros de saúde, identifiquei um conjunto de desafios que hoje se colocam aos profissionais de enfermagem. Subjaz nos indicadores dos problemas encontrados e nos discursos produzidos pelos actores, nomeadamente em relação às formas de construção e reconstrução da sua sobrevivência organizacional, uma complexa teia de estratégias profissionais. Tais estratégias são objectivadas para a mobilização de saberes e de competências na organização do trabalho, tendo em vista a redução da zona de incerteza e os ganhos de poder nas relações profissionais e na produção de cuidados. Trata-se de cenários de mutação duma profissão, que apesar de comportar um conjunto de constrangimentos organizacionais e de contradições discursivas e práticas, vieram elucidar que existem na conceptualização da participação directa acordos, regras e estruturas de trocas negociadas. Apesar da produção de cuidados e da especialização do campo de acção da enfermagem emergirem condicionadas pelo saber e poder dos médicos, sendo estes os principais protagonistas que desencadeiam e orientam a prestação de cuidados de saúde, identifiquei nas Lógicas de acção participativa dos enfermeiros, quer a nivel hospitalar, quer nos centros de saúde, o seguinte: i) um carácter instrumental e culturalista da participação directa relativamente às suas finalidades; ii) uma relativa unidade e coesão intragrupal atomizada, para o controlo dos processos participativos na organização da produção de cuidados; iii) uma constante procura dos profissionais de enfermagem na delimitação clara e unívoca de fronteiras formais .na organização do trabalho através da adopção dos fundamentos gestionários de participação directa, sob a forma consultiva ou por delegação. Efectivamente, longe de ser uma mera "correia de transmissão" das orientações gestionárias, a participação directa trata-se de um produto engendrado no quadro de interacções múltiplas consideradas pela enfermagem num dado momento e nas quais se encontram implicadas as “alavancas" da sua regulação social e de controle. Na verdade, os resultados sugerem que a participação directa dos enfermeiros pode ser definida como um processo social de reorganização do trabalho, não regulada unilateralmente pelas hierarquias, mas sim pelos próprios profissionais, sendo a adesão à sua introdução, ao desenvolvimento do processo e às formas que ela assume, mediada por uma orientação avaliativa positiva, quer em relação à profissão, quer face aos diferentes contextos de estruturação e de reestruturação das práticas no quotidiano. | por |
| dc.identifier.authoremail | casilva@uevora.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 687 | por |
| dc.identifier.sharewith | Esc. C. S. | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/22008 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade de Évora | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.title | (Re)Pensar os paradoxos da participação directa e as suas implicações na enfermagem : hospitais e centros de saúde do Alentejo | por |
| dc.type | doctoralThesis | |
| thesis.degree.name | Doutoramento - Sociologia | por |
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