Representação social da violência

dc.contributor.authorLopes, M. J.
dc.contributor.authorGemito, Laurência
dc.contributor.authorPinheiro, Felicia Tavares
dc.contributor.authorMagalhães, Dulce
dc.contributor.authorMarques, Maria de Fátima
dc.contributor.authorSerra, Isaura
dc.contributor.authorZangão, Otilia
dc.contributor.editorUniversidade de Évora
dc.date.accessioned2015-03-25T11:06:39Z
dc.date.available2015-03-25T11:06:39Z
dc.date.issued2014-09
dc.description.abstractTema e referencial teórico: Ao longo da história da humanidade, diversos acontecimentos foram alterando paulatinamente o entendimento da violência entre humanos. Atualmente e, do ponto de vista concetual, prevalece a perspetiva afirmada no 1º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”, a qual exclui qualquer tipo de violência (Lopes, Gemito e Pinheiro, 2012, p. 17). No combate à violência doméstica, o papel dos serviços de saúde é essencial pois, os profissionais de saúde contactam com as pessoas ao longo do ciclo vital, pelo que devem questionar todos os aspetos que dizem respeito à saúde e bem-estar destas. A conjugação das competências de profissionais de diferentes áreas, em equipas multidisciplinares, consubstancia-se num enorme potencial de intervenção. Objetivo: Compreender a representação social da violência doméstica Metodologia: Estudo de natureza qualitativa e quantitativa. Amostra intencional composta por 55 pessoas, com 18 ou mais anos de idade, residentes no distrito de Évora. O instrumento de recolha de dados é composto por 4 partes: caraterização sócio biográfica; Evocação sobre Violência Doméstica; “Entrevista”, compreende um guião de entrevista narrativa; exposição do entrevistado a violência doméstica ao longo da vida e no último ano. Recorreu-se ao Software SPSS® Statistic e ao Software Evoc®. Foram salvaguardados todos os aspetos éticos relativos a estudos com seres humanos. Resultados: A maioria dos inquiridos (74,5%) é do sexo feminino, média de idades de 47 anos, nível de escolaridade elevado, maioritariamente casados/união de facto (69,1%). Vivem essencialmente em agregados familiares de 3 elementos e trabalham, na sua maioria, por conta de outrem (67,3%). A maioria considera pertencer à classe média. A análise às evocações do estímulo violência doméstica com recurso ao software Evoc®, identificou 6 elementos do núcleo central: maus tratos, agressão, agressão física, não devia existir, desrespeito e medo e 7 elementos na 2ª periferia: tristeza, falta de relação, vítima, divórcio, álcool, agressão sexual e dor. Sobre a violência em geral referiram que não é relatada por medo, identificaram algumas causas e consequências e consideraram ser algo intolerável e preocupante, um grave problema social. Através de entrevista narrativa, apelo a vivências diretas ou indiretas, os 31 entrevistados caraterizaram a violência e identificaram os papéis de familiares, amigos, profissionais de saúde e forças de segurança face à violência. Quando confrontados com uma notícia de jornal sobre uma situação de violência classificaram o ato como intolerável, identificaram a atitude da vítima, atributos do agressor e as consequências. Sobre a exposição a violência doméstica ao longo da vida e no último ano, 14 pessoas, entre as quais 2 homens e 2 idosas, foram vítimas ao longo da vida e 2 ainda o foram no último ano. Conclusões: De uma forma geral consideram a violência como algo injustificável, intolerável e criminoso, associada frequentemente ao álcool e à necessidade de exercer poder sobre a vítima, um grave problema social, muitas vezes não relatada por medo ou questões culturais. Resultam daí consequências graves, depressão, suicídio, danos físicos e psicológicos e medo. A violência, atualmente, converteu-se num problema de saúde pública quer pelo facto em si e a sua dimensão, quer pelas repercussões que tem sobre a saúde das vítimas aos mais diversos níveis. Bibliografia:  Lopes, M.; Gemito, L. & Pinheiro, F. (coord.). (2012). Violência Doméstica – Manual de Recursos para a Rede de Intervenção Integrada do Distrito de Évora. Évora: Universidade de Évora.  V Plano Nacional contra a Violência Doméstica – Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2013 31 de Dezembro 2013, http://dre.pt/pdf1sdip/2010/12/24300/0576305773.pdf  Relatório Anual de Segurança Interna 2013. www.portugal.gov.pt/pt/documentos-oficiais/20140401-rasi-2013.aspxpor
dc.identifier.authoremailmjl@uevora.pt
dc.identifier.authoremailmlpg@uevora.pt
dc.identifier.authoremailmfcp@uevora.pt
dc.identifier.authoremailmdc@uevora.pt
dc.identifier.authoremailmfm@uevora.pt
dc.identifier.authoremailiserra@uevora.pt
dc.identifier.authoremailotiliaz@uevora.pt
dc.identifier.citationLopes,M.J.,Laurência,G.,Pinheiro, F.T., Magalhães, D.,Marques, M.F.,Serra, I.e Zangão, O. (2014). Representação Social da Violência. I Forum Internacional de Violência e Maus-Tratos, VII Forum Internacional de Saúde Envelhecimento e Representações Sociais, Évorapor
dc.identifier.isbn978-989-99122-0-5
dc.identifier.scientificarea744por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/13576
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewednopor
dc.publisherI Forum Internacional de Violência e Maus-Tratospor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectViolênciapor
dc.subjectRepresentações Sociaispor
dc.subjectSaúdepor
dc.titleRepresentação social da violênciapor
dc.typearticlepor
degois.publication.firstPage109por
degois.publication.lastPage110por
degois.publication.locationÉvorapor
degois.publication.titleI Forum Internacional Violência e Maus-Tratos, VII Forum Internacional de Saúde Envelhecimento e Representações Sociaispor

Files

Original bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
VD FIVMT- ISERS.pdf
Size:
743.32 KB
Format:
Adobe Portable Document Format

License bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
license.txt
Size:
3.89 KB
Format:
Item-specific license agreed upon to submission
Description: