A passibilidade no gesto de pintar

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Universidade de São Paulo

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O conceito de experiência, conforme sugerido pelo pragmatismo, obriga a pensar a atividade con- juntamente com a passibilidade. O objetivo do artigo é fundamentar a centralidade desta última na criação artística e pensar sob que modalidades ela é vivida pelos pintores no gesto pictórico. A partir de uma pesquisa etnográfica efetuada numa instituição de apoio social e psiquiátrico onde decorre um ateliê de pintura com o fito de capacitar os seus utentes, concluímos que a pas- sibilidade (i) pode voltar-se para o exterior durante o processo pictórico, ou (ii) para o interior, dando azo a um momento introspectivo que serve como mote para pintar. Demonstramos, assim, que passibilidade e atividade se encontram intrinsecamente acopladas na pintura.

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Resende, J. M., & Carvalho, J. M. (2024). A passibilidade no gesto de pintar. Tempo Social, 36 (2), 217–238. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2024.218346

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