AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE DESPARASITAÇÃO EM OVINOS EM EXPLORAÇÕES DO MONTADO ALENTEJANO
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Livro de Resumos das XXIII Jornadas das Associação Portuguesa de Buiatria
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Introdução: As infeções por nematodes gastrointestinais em ovinos apresentam consequências que vão desde perda de peso, menor produção de leite e lã até sinais clínicos compatíveis com anemia, gastrite
e enterite com perda de proteínas. O seu controlo tem recaído na utilização recorrente e indiscriminada de antihelmínticos, levando ao aparecimento de resistências1 e contaminação ambiental2. Tradicionalmente, os rebanhos em Portugal são desparasitados 1-2 vezes por ano, estando reportadas
resistências3.
Objetivos: Avaliar a necessidade de administração de tratamento antihelmíntico, numa população de ovinos do montado Alentejano, comparando uma abordagem que usa
exclusivamente a avaliação coprológica com uma abordagem que inclui também avaliação
clínica e exames complementares.
Materiais e métodos: Foram recolhidas amostras de fezes e sangue (n=400) de 10 explorações (40 animais/exploração) de ovinos Merino Branco e Preto, no Outono, para realização de coprologias (OPG, ovos/g), determinação de hematócrito (HT, %) e proteínas totais (PT, g/dL). A condição corporal (CC) foi registada numa escala de 1 a 54. As coprologias foram realizadas
pela técnica de McMaster modificada5; os valores de HT pelo método manual e o das PT pelo refratómetro. Para análise de resultados, foram utilizadas duas abordagens: a primeira baseou-se na análise única da moda de OPG, onde a recomendação de desparasitação da exploração é positiva se OPG >299; na segunda, a recomendação de desparasitação foi regida pela moda de OPG: > 750 positiva; 300 > e ≤750 recomenda-se apenas se as modas de HT<27 % ou CC < 2,5 e PT < 5,8 g/dL.
Resultados: : Os valores da moda obtidos das 10 explorações foram: CC (3; 3; 3; 2,5; 3; 2; 3; 3; 2; 3); HT (% 25; 32; 31; 30; 30; 28; 31; 30; 26 e 31); PT (g/dL, 6,8; 6,4; 6; 5,6; 5,6; 5,4; 6; 6; 5,6 e 5,6); e OPG (450; 0; 0; 50; 0; 650; 0; 0; 0; 0). Através das duas abordagens, seriam recomendadas desparasitações em apenas 2 explorações.
Conclusões: :Ambas abordagens permitiriam reduzir a necessidade de desparasitação. A
implementação de qualquer uma terá como benefício a redução da utilização dos antihelmínticos.
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BRAZ, MARIA; SILVA RAFAEL; LOPES, JORDANA, FERREIRA, JOANA; CAETANO, PEDRO; LUCENA, SÓNIA; ROMÃO RICARDO; TRAVESSA, SANDRA; PERLOIRO, TIAGO; CHARNECA, RUI; BETTENCOURT, ELISA; PADRE, LUDOVINA, 2024, AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DE DESPARASITAÇÃO EM OVINOS EM EXPLORAÇÕES DO MONTADO ALENTEJANO, Livro de Resumos das XXIII Jornadas Internacionais da
Associação Portuguesa de Buiatria, pp 492-493.