Estética da espera na ficção angolana contemporânea: uma introdução.
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Este estudo propõe a leitura de remissivas textuais de três narrativas da ficção angolana, a saber: -Noites de Vigília (2012), de Boaventura Cardoso, A Acácia e os Pássaros (2016), de Manuel Rui e A Sociedade dos Sonhadores Involuntários (2017), de José Eduardo Agualusa. Ancorado numa prática comparatista (Carvalhal, 2003) e nas epistemologias pós-coloniais Bhabha, (1994), Spivak, (1993) e Said (1979), pretendemos demonstrar que as matérias sociais recriadas pelas narrativas em estudo refratam um imaginário cujas práticas nos remetem à reprodução e reformatação de práxis neocoloniais referidas por Memmi (1957), motivos que nos permitem denominar esses constructos ficcionais de “estética de espera”.