A SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL DE UMA ESCOLA PÚBLICA BRASILEIRA

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Aanálise de aspetos que envolvem família, infância, literacia e políticas públicas de educação pode ser empreendida no estudo da espacialidade de uma escola pública. Nesse sentido, o presente estudo assume o propósito de contribuir para a compreensão de um panorama de intensa desigualdade, invisibilidade e silenciamento da comunidade escolar. A história de cada família revela a luta pela sobrevivência contra as assimetrias sociais, culturais e econômicasnumquadro de precarização da infância e do ensino a partir do enfraquecimento das políticas públicas educacionais. Este artigo examina de perto a realidade da Escola Municipal de Ensino Básico—EMEB Professora Maria Leonor Alvarez e Silva, localizada na cidade de São João da Boa Vista, interior do estado de São Paulo, e propõeumdiálogo aberto sobre fatores ligados ao abandono afetivo de crianças, à desestruturação familiar, ao contato família-escola, às desigualdades abissais que separam ricos e pobres e ao cotidiano de uma comunidade escolar. Os resultados revelam que a segregação socioespacial e a desvalorização dos profissionais da educação interferem decisivamente no desenvolvimento dos alunos no ambiente escolar.

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Neto, A., Costa, P. & Balça, A. (2025). A segregação socioespacial de uma escola pública brasileira. Sociologia Online, 38 [Número especial], 1-21. DOI: https://doi.org/10.30553/sociologiaonline.2025.38.1

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