Solos em Alerta: Conhecer para Decidir em Gestão de Riscos
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O solo é um recurso natural essencial ao funcionamento dos ecossistemas e à sustentabilidade das sociedades humanas. Desempenha funções como: suporte à produção de biomassa; regulação ambiental; reseva de biodiversidade, entre outras. Sendo um sistema dinâmico, resulta da interação de fatores físicos, químicos, biológicos e da ação humana. A sua degradação compromete a segurança ambiental e socioeconómi, contudo, práticas inadequadas, como impermeabilização e exploração excessiva, comprometem essas funções.
À escala humana, o solo é um recurso finito e praticamente não renovável, pois a sua formação é extremamente lenta comparada com a rapidez da degradação. Isso reforça a necessidade de uma gestão preventiva orientada para a conservação.
A Saúde do solo está relacionada com o seu funcionamento integrado, resiliência e capacidade de autorregulação ao longo do tempo.
A Qualidade do solo está ligada à sua aptidão para usos específicos num determinado momento.
A avaliação da saúde e qualidade do solo baseia-se em indicadores físicos (estrutura, textura, densidade, infiltração), químicos (matéria orgânica, pH, nutrientes, salinidade, contaminação) e biológicos (fauna, biomassa microbiana, atividade enzimática), cuja integração permite detetar precocemente processos de degradação.
No entanto, essa avaliação enfrenta limitações relacionadas com a complexidade do sistema solo, variabilidade espacial e temporal, mudanças ambientais e conflitos entre produtividade e conservação.
O princípio “Conhecer para Decidir” destaca a importância de transformar o conhecimento científico em estratégias de gestão territorial sustentáveis, através da prevenção, mitigação e recuperação de solos degradados, garantindo resiliência ambiental e redução de riscos.
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Sampaio E. (2025). Solos em Alerta: Conhecer para Decidir em Gestão de Riscos, Departamento de Geociências da Universidade de Évora, Portugal, 21pp