Dar voz às crianças sobre os espaços para brincar: Onde brincam às lutas?

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Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Lisboa

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Apesar dos benefícios das brincadeiras de luta para o desenvolvimento e o bem-estar das crianças, muitas são privadas de oportunidades de participar nesta forma de brincadeira. Este estudo tem como objetivo compreender as perspetivas das crianças sobre os espaços das brincadeiras de lutas. Participaram no estudo 56 crianças com idades entre os 4 e os 6 anos (M = 5.00 anos, DP = .81). Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com grupos focais constituídos por 4 crianças (4 grupos de meninas, 4 grupos de meninos e 6 grupos mistos). Foi realizada a análise qualitativa das entrevistas segundo os princípios da análise de conteúdo indutiva categorial temática. As categorias identificadas revelam que os espaços abertos, com piso macio e com estruturas, parecem facilitar as brincadeiras de lutas. Mais ainda, de acordo com as perspetivas das crianças, as superfícies que permitem saltar (e.g., trampolim, sofá) parecem também estimular esta forma de brincadeira. Contudo, algumas crianças sentem que as brincadeiras de lutas não são vistas pelos adultos como uma forma de brincadeira adequada no recreio do jardim de infância e, por isso, optam por brincar em espaços onde se podem esconder dos adultos e brincar às lutas livremente.

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Veiga, G., Rebocho, C., & Pomar, C. (2024). Dar voz às crianças sobre os espaços para brincar: Onde brincam às lutas? In A. Pombo, C. Rocha, & C. Luz (Eds.), Estudos em Desenvolvimento Motor da Criança XVII (pp. 76–81). Lisboa, Portugal: Escola Superior de Educação de Lisboa.

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