Denominação de Origem e Indicação Geográfica. A unidade e diversidade do Alentejo

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Diário do Alentejo

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As primeiras denominações de origem alentejanas foram só regulamentadas em 1988. Nessa altura privilegiou-se as zonas que tinham maior tradição e concentração de vinhas e os locais onde estavam instaladas as adegas cooperativas. O Alentejo é uma região enorme, com características diferenciadoras ao nível do clima, dos solos, da altitude, da latitude, da exposição solar, da distância do mar, das castas e do fator humano. Contudo, existem grandes similitudes nos territórios produtores de vinho e que são percecionadas pelos consumidores como pertencendo à região do Alentejo. Por isso, avançou-se para a Denominação de Origem "Alentejo" com o objetivo de preservar a identidade desta região, na qual estão incluídas as seguintes oito sub-regiões: "Portalegre", "Borba", "Redondo", "Reguengos", "Vidigueira", "Évora", "Granja-Amareleja" e "Moura". Os produtores podem certificar o seu vinho como DOC Alentejo ou como DOC de uma das oito sub-regiões. Neste último caso os respetivos vinhos têm de ser obtidos com a utilização exclusiva de uvas produzidas e vinificadas nas respetivas áreas geográficas.

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Manuel Baiôa, “Denominação de Origem e Indicação Geográfica. A unidade e diversidade do Alentejo” in Diário do Alentejo, 2 de julho de 2021, p. 31

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