Contribuição do Fluxo de Calor para a Caracterização da Litosfera na Região do Alentejo
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Universidade de Évora
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"Sem resumo feito pelo autor"; - INTRODUÇÃO -
A Terra é por vezes encarada como sendo uma máquina térmica, visto que muitos dos fenómenos importantes que nela ocorrem são causados pela sua energia térmica interna. Estes fenómenos podem ocorrer em grande ou em pequena escala. Como exemplo teremos a tectónica de placas (grande escala), a sismicidade local, o vulcanismo, os movimentos crustais e a maturação de hidrocarbonetos (pequena escala).
Para termos uma ideia de como esta máquina gigantesca funciona, teremos que conhecer a natureza e distribuição das fontes de calor, a temperatura interna e os modos de transferência de calor.
Através destes estudos pode-se inferir sobre os mecanismos dos processos terrestres e reconstruir a história térmica e a evolução tectónica. Contudo, o percurso para tal pesquisa não e fácil pois o problema e essencialmente um problema de inversão no espaço e no tempo, com soluções múltiplas.
Os resultados das primeiras medições de fluxo de calor em continentes foram apresentados por Benfield em 1939 (fluxo de calor na Grã-Bretanha) e por Bullard (fluxo de calor na África do Sul). As primeiras medições obtidas no Oceano Pacífico foram realizadas por Revelle e Maxwell (1952) que utilizaram um instrumento concebido por Bullard. Em 1954 Bullard apresentou dados de fluxo de calor obtidos no Oceano Atlântico.