Pintura flamenga em Portugal. Os retábulos de Metsys, Morrison e Ancede; estudo técnico e material
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Universidade de Évora
Abstract
No início do século XVI a cidade de Antuérpia era o grande polo artístico do norte da
Europa. Os estudos agora desenvolvidos permitiram verificar que na produção flamenga
não existe qualquer diferença no modo de pintar para o mercado interno ou para o
mercado de exportação. Essa pintura apesar de alguma variação na simplificação
técnica, manteve materialmente os mesmos princípios de transparência de cor,
continuando a subsistir subtileza e suavidade entre o claro/escuro, no resultado final.
Uma das novidades apresentadas é o modo como se divide o trabalho oficinal dentro de
uma obra e que obriga, de certa maneira, a reestruturar a forma como é encarada a
relação entre mestre, aprendiz e colaborador. São descritas as características próprias do
trabalho oficinal que imperava naquela época, e que, com as devidas adaptações
técnicas e materiais, foram transmitidas e aplicadas às oficinas de pintores portugueses; ABSTRACT: At the inception of the 16th century, Antwerp was the great artistic hub of northern
Europe. The studies undertaken, so far, seek to demonstrate that no significant
difference existed in the painting technique for the internal market or for exporting
purpose. Although some variation in the simplification technique was noted, the
painting materially maintained the same transparency principles in the coloring, the
subtlety and smoothness of the light and dark. One of the novelties presented, is the
division of tasks in the workshop practice, which forced us to restructure our
understanding of the relationship between master, apprentice and contributor. The
characteristics of the specific practices in use at the time, that were brought in and
applied to the Portuguese painters’ workshops, are described.