Suscetibilidade magnética de xistos negros associados a mineralizações de Cu em Portugal: correlação com a mineralogia e composição química

Abstract

Na Zona Ossa-Morena (ZOM) estão identificados depósitos de Cu associados a filões mineralizados cuja génese resultou da circulação de fluidos hidrotermais. Espacialmente associados a estes depósitos ocorrem xistos negros (XN) datados do Silúrico. Este trabalho tem como objetivo determinar a suscetibilidade magnética de amostras de XN, de afloramento e sondagens, ocorrentes na ZOM e correlacionar as propriedades magnéticas com a composição geoquímica e mineralógica destes XN. Os resultados mostram que a suscetibilidade magnética de 39 amostras de XN varia entre 0,66 x 10-8 e 20,26 x 10-8 m3kg-1. Aos valores mais elevados (>10 x 10-8 m3kg-1) correspondem as amostras que apresentam o somatório da concentração de Fe, Co e Ni mais elevado. As observações através da microscopia eletrónica de varrimento com microanálise por raios-X corrobora os dados de suscetibilidade magnética, mostrando que as amostras com valores mais elevados de suscetibilidade magnética são as que apresentam maior abundância de óxidos de ferro.

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LARANJEIRA, V., RIBEIRO, J., MOREIRA, N., NOGUEIRA, P., SANT’OVAIA, H., FLORES, D. (2022), Suscetibilidade magnética de xistos negros associados a mineralizações de Cu em Portugal: correlação com a mineralogia e composição química. Livro de resumos do XIII Congresso Ibérico de Geoquímica (Puertollano), p. 19.

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