Resultados clínicos negativos da farmacoterapia como motivo de atendimento no serviço de urgência

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Universidade de Évora

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O estudo foi efectuado no Hospital de Faro EPE usando um questionário específico, semi­fechado, aplicado a 213 utentes admitidos no Serviço de Urgência. Os dados recolhidos indicam que 53% dos doentes acedem à urgência devido a resultados clínicos negativos da farmacoterapia, sendo 82% potencialmente evitáveis pelo Acompanhamento Farmacoterapêutico. A falta de efectividade (46,2%) e a necessidade de terapêutica (37,2%) são as causas mais frequentes. Os principais motivos de acesso à Urgência relacionam-se com problemas digestivos, músculo-esqueléticos e urinários. Os sinais e sintomas mais referidos são cefaleias, febre e epigastralgias. Em média 70% tomam dois ou três medicamentos diariamente. Os grupos terapêuticos mais representados são psicoléticos, anti-inflamatórios não-esteroides e anti-reumatismais e as substâncias activas paracetamol, furosemida, ibuprofeno, pantoprazol e alprazolam (nenhuma claramente relacionada com os resultados negativos). Uma nova chave dicotómica, com oito questões, é proposta para antecipar potenciais resultados clínicos negativos da farmacoterapia, antes da consulta médica (probabilidade de 92%). ABSTRACT; The study was performed at Hospital de Faro EPE, using a specific semi-opened survey of 213 patients, on the reasons to procure the Urgency. Around 53% of responders accessed the urgency due to a clinical negative result of pharmacotherapy, being 82% potential avoidable by pharmacotherapy follow-up service. The ineffectivity (46.2%) and the need for medication (37.2%) were the most frequent causes. The main reasons for attendance the urgency were problems related with digestive, muscle-skeletal and urinary systems. The most frequent signs and symptoms: headache, fever and stomach pain. Over 70% used two or three medicinal products per day. The main therapeutic groups: psicoletics and non-steroidal anti-inflammatory and anti-rheumatic drugs. The active substances most used were paracetamol, furosemide, ibuprofen, pantoprazole and alprazolam (no one clearly related with negative outcomes). A new algorithm, containing eight questions, is proposed to predict pharmacotherapy clinical negative results before physician consultation, with 92% of probability.

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