Representações profanas de imensuráveis perigos: restrições eclesiásticas luso-brasileiras à prática teatral
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IDEA Editora
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O envolvimento de religiosos e religiosas com a atividade teatral e musical considerada profana, seja através de autos, entremezes, comédias, tragédias, óperas, etc., apesar das restrições por parte da legislação eclesiástica ou das constantes tentativas de coibição dessas práticas pelas autoridades religiosas, desde o seu princípio, foram frequentes no território luso-brasileiro. Músicos instrumentistas e cantores, dramaturgos, atores, diretores, todos advindos do universo religioso, estiveram presentes em representações teatrais restritas ou públicas – nas inúmeras festividades religiosas ou civis – e até mesmo em espetáculos dramáticos realizados em Casas de Ópera ou na Corte. Todas as restrições impostas surgiram como reação aos episódios constatados pelas autoridades eclesiásticas o que confirma a máxima de que “se há a proibição é porque assim se fazia”. O presente artigo tem por objetivo realizar uma retrospectiva das restrições eclesiásticas luso-brasileiras durante a Idade Moderna.
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DE PAULA, Rodrigo T. (2020), Representações profanas de imensuráveis perigos: restrições eclesiásticas luso-brasileiras à prática teatral, in A Casa de Ópera de Vila Rica (1770-2020), ed. Rosana Marreco Brescia (Belo Horizonte, Editora Idea), pp. 15 a 34. ISBN 978-65-00-01826-4