Ecologia humana e turismo numa região do noroeste de Portugal
| dc.contributor.advisor | Nazareth, Joaquim Manuel | |
| dc.contributor.author | Lopes, José da Cruz | |
| dc.date.accessioned | 2014-12-30T17:24:39Z | |
| dc.date.available | 2014-12-30T17:24:39Z | |
| dc.date.issued | 1992 | |
| dc.description.abstract | Introdução - No decurso deste século, os avanços tecnológicos e culturais atingiram tal dimensão, que o homem se depara hoje, e cada vez mais, com novas realidades. Tendo por base fenómenos e tendências construídas pelas sociedades humanas no seu relacionamento com os espaços geográficos, emergem disfunções ambientais e sociais com notório indicio de um desajustamento de algumas acções humanas relativamente ao quadro natural. Na transição de uma civilização industrial para uma civilização dos ócios, esse relacionamento encontra-se numa encruzilhada, quando é assumido que a era industrial não potencializou a manutenção de alguns equilíbrios vitais em muitos ecossistemas e, por isso, deu origem a uma organização do espaço geográfico susceptível de ameaçar os últimos elos que ligam o homem à natureza. Neste contexto, faz cada vez mais sentido anotar as palavras de SAINT MARC quando pressente que, numa civilização dos ócios, o tempo livre vai matar o tempo livre, se não houver lugar onde gozá-lo. Na sua feroz conquista de espaço e de recursos, a sociedade humana atinguiu actualmente duas realidades, uma traduziu-se na progressiva diminuição das paisagens naturais; a segunda diz respeito à disponibilidade cada vez maior de tempo livre. A Ecologia Humana diz-nos actualmente que o homem precisa, para além dos alimentos, de água pura pare usos pessoais, de uma atmosfera equilibrada em oxigénio e diáxido de carbono, ou seja, de um reservatório natural que lhe propicie fontes de descanso e de saúde física e moral. Há, por conseguinte, necessidades recreativas, as quais são fundamentalmente fornecidas por paisagens adultas, isto é, de grande diversidade biótica, estáveis e pouco produtivas. Ora é este difícil equilíbrio de necessidades humanas que o turismo intenta perseguir como fórma particular de ocupação desse tempo livre. Mas a dimensão actual do fenómeno turístico ameaça a perpetuação dessas paisagens naturais, tal é a procura humana de que são objecto. Por conseguinte, o turismo depara-se com a urgente necessidade de recorrer ao âmbito da Ecologia Humana, como campo de análise para melhor estruturar e integrar a actividade turística. 0 carácter residual dos "refúgios naturais" impõe uma racional organização do espaço turístico, fundamentalmente ditado pelo grau de acesso e de fruição das paisagens naturalizadas. Neste quadro, se justifica, por um lado, a forma como se estrutura este trabalho e, por outro lado, algumas reflexões tecidas na análise geográfico-turística da região do Alto Minho. | por |
| dc.identifier.authoremail | clopes@estg.ipvc.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 597 | por |
| dc.identifier.sharewith | dep. paisagem | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/12209 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade de Évora | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Alto Minho | por |
| dc.subject | Ecoturismo | por |
| dc.subject | Turismo | por |
| dc.title | Ecologia humana e turismo numa região do noroeste de Portugal | por |
| dc.type | masterThesis | por |
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