Pôr a Revolução no Lugar – as políticas de memória da democracia através dos Monumentos ao 25 de Abril
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Instituto de História contemporânea
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Este artigo propõe uma reflexão acerca das políticas de memória do Portugal democrático através do mapeamento e análise dos “monumentos ao 25 de Abril”. As transformações dos primeiros anos da democracia ressoaram na arte pública, que passou a cel-ebrar figuras, episódios e valores que, durante anos, só puderam ser evocados em privado. Cingindo-nos às evocações escultóricas da Revolução, pretendemos identificar os momentos em que foram erigidas, a sua distribuição geográfica, os espaços que ocupam, os seus promotores e os símbolos e significados que inscrevem no espaço público. Dessa análise geral partimos para quatro casos de estudo, significativos das tendências, controvérsias e silêncios que caracterizam estas homenagens. Trata-se de monumentos configu-ram um observatório privilegiado das disputas pela memória cole-tiva da democracia, servindo, por um lado, estratégias de fixação e normalização de uma determinada ideia de Revolução e, por outro, contranarrativas resistentes aos discursos oficiais.
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Gil Gonçalves, Henrique Pereira, Ana Sofia Ribeiro, “Pôr a Revolução no Lugar – as políticas de memória da democracia através dos Monumentos ao 25 de Abril”, Práticas da História. Journal on theory, historiography and uses of the past, 18 (2024), 251-297. https://praticasdahistoria.pt/article/view/33725/27121.