A Teoria da Relatividade em Portugal (1910-1940)
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Imprensa da Universidade de Coimbra
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No Portugal do período entre guerras a Teoria da Relatividade não passou despercebida e foi alvo de referência e de alguma reflexão, tendo sido tema de relatórios académicos, cursos universitários, comunicações a congressos e ainda de alguns, escassos, trabalhos de investigação mais ligados ao domínio das matemáticas. Em torno desta teoria expressaram-se ideias a favor e contra, tendo-se estabelecido algumas polémicas públicas.
Da análise dos diferentes materiais produzidos percebe-se que a resposta da comunidade universitária portuguesa se centrou, sobretudo, nos professores de Física Matemática e Astronomia, um grupo mais ligado à Matemática do que à Física. Até à década de trinta a relatividade parece não ter interessado cientificamente os físicos portugueses e, além do desinteresse, mantinham sobre ela um profundo cepticismo. Embora tenham sido os matemáticos, os primeiros a apresentar a nova teoria em programas de disciplinas universitárias e a desenvolver alguma, pouca, investigação em torno de aspectos matemáticos relacionados com a Relatividade Geral, também no seio deste grupo se assistiu à expressão pública de posições anti-relativistas. É na viragem da década de vinte para trinta que os físicos vão interessar-se mais por esta teoria, o que se manifestará unicamente na realização de seminários e na sua inclusão nos programas de disciplinas ministrados no âmbito de cursos universitários.
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Fitas, Augusto José dos Santos. A Teoria da Relatividade em Portugal (1910-1940), In Einstein entre nós- A recepção de Einstein em Portugal de 1905 a 1955, 15-42, Coimbra: Imprensa da universidade de Coimbra, 2005.