Limites Regionais em Portugal: uma aplicação da análise de Clusters

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Universidade de Évora

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A partir de 1986, com a integração de Portugal na CEE, o país passou a adoptar, como forma de organizar o território, o conceito de NUTS (sigla europeia que designa a Nomenclatura das Unidades TerritoriaisparafinsEstatísticos)comvistaanormalizaraproduçãoestatísticaemPortugal,naárea do planeamento e desenvolvimento regional, e a compatibilizá-la com as estatísticas regionais comunitárias.Em 2002,devido a“alterações no perfil sócio-económico das regiões,em particular na NUTSIILisboaeValedoTejo”,ogovernodeliberoualteraracomposiçãodasNUTSII-Alentejo,Lisboa e Vale do Tejo e Centro - existente desde os anos 80. A relevância desta temática prende-se com o facto de – para além das questões de produção estatística harmonizada entre as regiões da União Europeia – ser a partir deste modelo de organização territorial que se faz o planeamento e a gestão dos apoios financeiros da União Europeia ao nosso país. Com este estudo propomo-nos, a partir de dados para as NUTS III que integram o Alentejo, o Centro e Lisboa, verificar se as alterações realizadas contribuíram ou não para a maximização das distâncias económicas entre as NUTS II em análise, o que seria consentâneo com o aumento da homogeneidade dentro destes territórios e, consequentemente com uma afectação potencialmente mais racional dos apoios comunitários ao desenvolvimento do território português.

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Rego, Conceição; Guerreiro, Gertrudes (2006) “Limites Regionais em Portugal: uma aplicação da análise de Clusters”, in (Coord.) Branco, Manuel C., Silva Carvalho, M. Leonor e Rego, Conceição; Economia com Compromisso – Ensaios em Memória de José Dias Sena; GEFAG – Universidade de Évora, Évora, pp. 177-195.

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