Poder, género e estatuto social. Novas interpretações em torno da corte renascentista ao tempo do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
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Edições Colibri
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O presente artigo pretende debater a relação entre poder e género na corte renascentista portuguesa. Em especial, averiguar-se-á se a adopção de um modelo de expressão de masculinidade - no caso, o modelo hegemónico - poderá constituir um dos vectores conducentes à ascensão social dentro da corte régia. Como tal, ir-se-ão avaliar não apenas as características do grupo hegemónico, mas também a maneira como este se relaciona com os restantes grupos de homens e mulheres que se encontram, pelo menos temporariamente, numa posição subalterna. Para a prossecução destes inquéritos, um conjunto substancial de fontes coevas será usado com o fim de avaliar eventuais diferenças entre a normativa e a prática. Entre tais fontes, saliente-se a primazia do Cancioneiro Geral enquanto espaço de observação privilegiado
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Hélder Carvalhal (2018), "Poder, género e estatuto social. Novas interpretações em torno da corte renascentista ao tempo do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende", in Ana Maria Machado, Hélio J. S. Alves, Luís Fardilha, e Maria Graciete Silva (coords.), Arte Poética e Cortesania: o Cancioneiro Geral Revisitado, Lisboa, Edições Colibri, pp. 51-74