A escola valerá sempre o que valerem os mestres ou a presença portuguesa nos congressos internacionais do Ensino Secundário sob o patrocínio da Junta de Educação Nacional (Bruxelas, 1930; Paris, 1931)

Abstract

Herdeiro de um contexto científico e intelectual heterogéneo, marcado por diferentes matrizes filosóficas e pedagógicas, bastante influenciadas por um ideário educativo cientificista e «respublicano», José Júlio Rodrigues foi um pedagogo e professor liceal com concepções e propostas bastante inovadoras para o contexto educativo português do primeiro quartel do século XX. A partir de 1929 a Junta de Educação Nacional, enquanto instituição estatal promotora do progresso científico e educativo em Portugal, proporcionou-lhe as condições necessárias ao aprofundamento do seu conhecimento científico e pedagógico, mediante a realização de viagens e de missões de estudo ao estrangeiro, e promovendo a divulgação das suas propostas junto da comunidade científica europeia, mediante o patrocínio da participação em grandes eventos internacionais, como eram então os Congressos do Bureau international des fédérations nationales du personnel de l'enseignement secondaire public, que reunia, em 1931, 24 associações afiliadas, de países como a França, a Bélgica e os Países Baixos. Neste sentido, a JEN contribuiu decisivamente para a disseminação no espaço público português de um ideário educativo distinto do promovido pelos poderes públicos que então a suportavam.

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LOPES, Quintino; SALGUEIRO, Ângela (2018), “A escola valerá sempre o que valerem os mestres ou a presença portuguesa nos congressos internacionais do Ensino Secundário sob o patrocínio da Junta de Educação Nacional (Bruxelas, 1930; Paris, 1931)” in RUIZ-BERDÚN, Dolores (ed.), Ciencia y Técnica en la Universidad. Trabajos de Historia de las Ciencias y de las Técnicas, vol. I, Alcalá de Henares: Universidad de Alcalá, pp. 405-416. (978-84-16978-80-9).

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