OS LEILÕES DE BOVINOS E A “IMAGEM” DAS RAÇAS AUTÓCTONES E RESPECTIVOS CRUZAMENTOS.
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As raças bovinas autóctones são essenciais para a eficiência dos sistemas de produção em condições de baixos inputs (semi-extensivo ou extensivo) mas pelo contrário, parecem pouco adequadas em sistemas de maior intensidade de utilização dos factores de produção.
Se juntarmos a esta dualidade o problema da comercialização e a respetiva flutuação de preços de oferta á unidade produzida, sob acção evidente da época do ano e pressão dos intermediários, estamos perante um sector em conflito.
Os leilões serão o processo mais “democrático” de comercialização. Deste modo, objectivámos uma análise dos últimos três anos de leilão da unidade estabelecida em Montemor-o-Novo, em pleno zona Alentejana de produção de bovinos de carne, no pressuposto de que poderíamos caracterizar uma “imagem” das raças bovinas autóctones desta região.
O leilão parece uma solução mas, na realidade, não traz vantagem para as raças autóctones, quando em linha pura. O mesmo já não se poderá dizer da valorização dos produtos oriundos de cruzamentos, com raças de elevado potencial de crescimento.
Com o aparecimento de uma nova grelha de classificação de bovinos para abate (vitela, vitelão, novilho, etc.) parece estarmos em presença de um novo mercado favorável às raças bovinas autóctones.
Neste contexto, o trabalho apresenta uma série de características sob análise que podem contribuir para um maior conhecimento deste sector produtivo e a respectiva comercialização.