A saúde e a doença dos professores: um estudo de caso sobre a representação social
| dc.contributor.advisor | Carapinheiro, Graça | |
| dc.contributor.author | Mendes, Felismina Rosa Parreira | |
| dc.date.accessioned | 2014-12-30T17:46:14Z | |
| dc.date.available | 2014-12-30T17:46:14Z | |
| dc.date.issued | 1994 | |
| dc.description.abstract | Introdução - Considera-se, de uma forma generalizada, que a escola se encontra em crise e a própria sociedade parece incapaz de decidir sobre o que dela deve esperar. Procuram-se soluções e as reformas sucedem-se umas às outras. Os objectivos subjacentes a cada uma delas são comuns: recriar e redimensionar a escola. Para isso, as reformas fazem-se sempre acompanhar de conceitos como inovação, autonomia, criatividade e mudança. Com elas pretendem-se seduzir todos os protagonistas do espaço escolar. Porém, o seu carácter, sempre conjuntural, provoca desconfianças e é autolimitado. Na ausência de intervenções estruturais, os professores tendem a viver espartilhados entre aquilo que são as finalidades conjunturais das políticas educativas, sempre pautadas por concepções hol ísticas, humanistas e integradoras dos problemas, e aquilo que é a operacionalização do sistema onde domina a selecção. As contradições que, a todos os níveis, atravessam a escola não deixam de se reflectir na forma como os professores constroem a sua identidade socio-profissional/concebem a sua realidade. A opção feita no presente estudo teve por base o facto de os professores, pela sua legitimidade cultural e científica sancionada pela posse de um diploma, emergirem como um grupo cuja instrumentalidade, quer enquanto formadores de opinião, quer ao nível da produção e reprodução do saber, continua a ser decisiva na sociedade e também o facto de os professores aparecerem como um grupo a quem têm sido exigidas constantes adaptações sempre contextuais, sem que nenhuma intervenção estrutural tenha atravessado a sua prática profissional. Entre as mudanças estruturais do sistema de ensino requeridas por um mundo em rápida evolução e transformação e as mudanças precárias que dominam a sua prática quotidiana, os professores surgem como um grupo cujo prestígio social tende a ser questionado. O interesse por este grupo reside precisamente no facto de, no actual contexto do sistema de ensino e da própria sociedade, se questionar até que ponto os professores não emergem como um grupo fragilizado devido a todas as críticas, pressões e conflitos de que são alvo e protagonistas. Com a escolha de professores de dois níveis de ensino pretendeu-se analisar, comparativamente, o peso dessa fragilização nos dois grupos de docentes, isto é, qual deles reflecte com maior acuidade, quer na produção da sua identidade quer na representação social da saúde e da doença, todo o conjunto de contradições que atravessam a sua prática profissional e o contexto institucional/organizacional onde exercem. Tentar-se-á perceber quais as ligações que se estabelecem entre esta potencial fragilização e o mal-estar docente, que nalguns países (França, nomeadamente) é já considerado uma doença profissional dos professores e, simultaneamente, analisar como é experienciada essa realidade pelos docentes. A compreensão dessa experiência subjectiva é inseparável da forma como este grupo estrutura e organiza as suas concepções de saúde e de doença e as suas práticas de acesso à medicina. 0 universo cultural da medicina dita e prescreve normas, elabora valores e modelos sobre a saúde e a doença e tende a ocultar (oculta) todas as outras concepções elaboradas sobre estas realidades. No entanto, a percepção quotidiana dos indivíduos sobre a saúde e a doença assume uma grande importância em momentos como o da experiência dos sintomas. Neste período, os sujeitos tentam encontrar uma definição e uma explicação para o seu estado e é a sua percepção da saúde e da doença que determina, de forma decisiva, a persistência do comportamento saudável ou a assunção do comportamento de doente - se não se necessita de ajuda profissional ou se se recorre ao médico e quando se recorre. Também em relação ao tratamento e diagnóstico médicos, a representação da saúde e da doença elaborada pelos indivíduos determinará como e quando é solicitada ajuda profissional/médica e qual o efeito desta experiência. Enquanto doente, a cooperação, a confiança, a negociação ou a submissão ao médico voltam a ser determinadas pela percepção do indivíduo e é ela que medeia todo o processo de cura. Através da análise do modo de estruturação da representação social da saúde e da doença não se obtém apenas a maneira como os indivíduos integram, constroem e reconstroem as suas imagens da saúde, da doença e da sociedade, mas torna-se possível descrever os conhecimentos e os resultados da ciência que penetram na percepção quotidiana e através disso na sociedade. No seu quadro de vida o indivíduo tem uma relação permanente com o seu corpo. | por |
| dc.identifier.authoremail | fm@uevora.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 597 | por |
| dc.identifier.sharewith | dep. enfermagem | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/12241 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade de Évora | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.title | A saúde e a doença dos professores: um estudo de caso sobre a representação social | por |
| dc.type | masterThesis | por |
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