A utilização de modelos no ensino da Anatomia Veterinária: passado, presente e futuro

dc.contributor.authorLança, MJ
dc.contributor.authorFaustino-Rocha, Ana I
dc.date.accessioned2024-10-10T15:01:41Z
dc.date.available2024-10-10T15:01:41Z
dc.date.issued2023
dc.description.abstractA Anatomia humana e animal tem sido alvo de interesse desde tempos ancestrais, tal como evidenciado em hieróglifos e papiros datados de 3000 a 1600 a.C. Os cadáveres têm sido a ferramenta por eleição para o estudo da anatomia. Aristóteles (384-322 a.C.), considerado o Pai da Biologia, dissecou plantas e animais, acreditando que o coração era o centro do pensamento e da alma. Anos mais tarde, Herophilus (335-280 a.C.) foi o primeiro a dissecar cadáveres humanos, tendo dissecado mais de 600 cadáveres. Estas disseções foram essenciais para o conhecimento do sistema nervoso, tendo permitido a descrição do cérebro, dos ventrículos cerebrais e do cerebelo, e a identificação dos nervos como sensoriais ou motores, e o cérebro como centro do sistema nervoso central e sede da inteligência. Posteriormente, Erasistratus (310-250 a.C.) foi responsável pela criação da Escola de Alexandria que impulsionou as ciências anatómicas, tendo sido considerado um dos mais ativos dissecadores da antiguidade. O médico grego Claudius Galeno (129-200 d.C.) desenvolveu trabalhos nas áreas da Anatomia e da Fisiologia, tendo dissecado macacos e porcos, com o objetivo de extrapolar os conhecimentos adquiridos nos animais para os humanos. Os conhecimentos adquiridos foram de tal forma importantes, que a sua obra “Sobre o uso das partes do corpo humano” regeu a Medicina por catorze séculos, após os quais algumas das suas teorias foram contestadas. Embora a disseção de cadáveres tenha sido proibida a partir do século 150 d.C. por condicionamentos éticas e religiosas, no ano de 1240, o Imperador romano-germânico Frederico II declarou obrigatória a utilização de cadáveres pelos cirurgiões da escola de Nápoles. Em 1315, o professor de medicina italiano Mondino de Liuzzi tornou a disseção de cadáveres como parte integrante do currículo médico em Bolonha, pelo que foi considerado “restaurador” da Anatomia. Como a utilização de cadáveres para fins educativos ou experimentais é alvo de controvérsia na sociedade, por questões éticas e por questões relacionadas com o bem-estar animal, muito se tem feito para melhorar contornar e melhorar esta prática. Em 1959, a dupla Russel & Burch definiu um conjunto de regras para uma utilização “mais ética” de animais para fins experimentais e educativos. Assim, ficaram conhecidos pela implementação do princípio dos 3Rs: reduce, refine e replace, que tem promovido o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de estratégias que permitem reduzir, refinar e, sempre que possível, substituir a utilização de animais. Apesar do número crescente de recursos in silico para o ensino e aprendizagem da Anatomia, o cadáver permanece como uma ferramenta imprescindível no ensino médico, devendo sempre ser salvaguardadas as questões éticas, e cumprida a legislação em vigor relativa à utilização de animais para fins científicos e educacionais.por
dc.identifier.authoremailnd
dc.identifier.authoremailanafaustino@uevora.pt
dc.identifier.citationLança MJ, Faustino-Rocha AI. 2023. A utilização de modelos no ensino da Anatomia Veterinária: passado, presente e futuro. Congresso Internacional Movimentos Docentes (CMD) 2023, 15 a 20 de outubro. (online)por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/37416
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dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.titleA utilização de modelos no ensino da Anatomia Veterinária: passado, presente e futuropor
dc.typelecturepor

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