Pintar quanto antes: a exploração criativa da ação conveniente no atelier de pintura do Pisão

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Universidade Federal Fluminense

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No decurso de uma pesquisa etnográfica desenvolvida em contexto de institucionalização devido a patologias do foro psiquiátrico, pudemos constatar que a prática artística, nomeadamente a pintura, desempenha um papel importante no processo de capacitação para a autonomia dos residentes internados. Com efeito, a tendência das políticas públicas das últimas décadas tem privilegiado o regime de envolvimento em plano junto das populações mais vulneráveis. Assim sendo, caberá aos técnicos profissionais identificar o grau e natureza da dependência em causa e atuar em conformidade, visando a autonomização destas. Partindo do caso de um pintor abstrato, Leopoldo, e recorrendo a algumas anotações de Diário de Campo, ensaia-se uma análise pragmaticamente inspirada acerca da variedade de envolvimentos presentes nas situações em que a atividade da pintura se desenvolve. O caso de Leopoldo mostrará que, contrariamente ao gesto de pintar, no qual revela autonomia, há inquietações e dificuldades, antes e após a pintura, em torno da utilização dos materiais necessários, que pertencem à instituição. A coexistência, transições e articulações entre esses vários envolvimentos na experiência pictórica é o leitmotiv do texto que se segue.

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Resende, J. M., & Carvalho, J. M. (2022). Pintar quanto antes: a exploração criativa da ação conveniente no atelier de pintura do Pisão. AntroPolítica, 54(3), 365–388. https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/49956

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