História(s) de máquinas e a máquina da história
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UNIMA Federación España
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A prática e a história da máquina real afirma-se como um elemento central do teatro de marionetas peninsular, sobretudo a partir dos estudos empreendidos por Francisco J. Cornejo Vega. Estes estudos permitiram relançar os termos da investigação sobre a presença de companhias e de repertório da máquina real no espaço português entre os séculos XVI e XVIII, assinalando influências e interrogando o significativo desenvolvimento setecentista de un teatro de bonecos português —tanto ligado à ópera como às formas de teatro popular, como os presépios—, até ao lento declinar oitocentista daquella tipologia de teatro. O que quero propor é que a máquina real, como objecto histórico e desafio historiográfico, se analise à luz da sua forma compósita, território onde confluem objectos animados, maquinismos e prácticas espectaculares gímnicas e mecânicas, às quais se poderiam juntar as luminárias e os fogos, as corridas de touros e as paradas equestres, as assembleias e outeiros poéticos que caracterizam de forma insistente as práticas espectaculares do nosso século XVIII (como atestam inúmeros títulos de entremeses setecentistas), ampliando assim o corpus de objectos malqueridos pelas histórias do teatro que tradicionalmente se situam nas margens do sistema teatral. Esta é a primeira etapa deste trabalho, centrada nos contributos historiográficos seminais de Henrique Delgado, Alexandre Passos e José Oliveira Barata para uma cartografia primeira.
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Citation
Ferreira, José Alberto (2017), «História(s) de máquinas e a máquina da história / Historia(s) de máquinas y la máquina de la historia», Francisco J. Cornejo (dir.), La máquina real y el teatro de títeres de repertorio en Europa y América, UNIMA España, pp. 113-120 [http://www.unima.es/wp-content/uploads/2018/01/Historias_de_maquinas_e_a_maquina_da_historia.pdf].