Um herbário para Florbela: raiz, cor, folha e flor da charneca alentejana
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Simbiótica Revista Eletrônica
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O artigo propõe uma abordagem ecocrítica às percepções da paisagem alentejana na obra de Florbela Espanca, desviando o enfoque da voz autoral para o contexto geográfico e ecológico da paisagem exterior. Em particular, procura-se coligir, analisar e reorganizar, sob a metáfora de um Herbarium litterarium, os espécimes vegetais da charneca, para respigar a memória de um habitat natural hoje quase desaparecido do chão do Alentejo. Sugere-se uma releitura dos textos como fonte documental para a compreensão dos valores ecológicos da charneca alentejana num momento de transformação da paisagem autóctone. Paralelamente, descobre-se nos textos da autora um encontro multissensorial e fenomenológico com a paisagem. Conclui-se que a escrita orgânica, imersiva, de Florbela configura a ilustração viva dos conceitos e reflexões defendidos hoje pela ecofenomenologia.
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Portela, J. A. (2022). Um herbário para Florbela: raiz, cor, folha e flor da charneca alentejana. Simbiótica. Revista Eletrônica, 9(3), 11–39. https://doi.org/10.47456/simbitica.v9i3.39801