A Cidade de Lisboa e a Universidade: o tabelionado régio e o Poder da Escrita, 1377-1438
| dc.contributor.advisor | Vilar, Hermínia | |
| dc.contributor.advisor | Coelho, Maria Helena Cruz | |
| dc.contributor.author | Pereira Ferreira, Ana | |
| dc.date.accessioned | 2023-12-20T13:06:08Z | |
| dc.date.available | 2023-12-20T13:06:08Z | |
| dc.date.issued | 2023-04-18 | |
| dc.date.submitted | 2023-05-17 | |
| dc.description.abstract | Qual o poder que o tabelionado tinha derivado do seu ofício? Esta foi a principal questão que nos guiou nas páginas que se seguem. Mas para conhecer o poder que uma profissão podia dar ao seu detentor, temos de conhecer os espaços onde o tabelião circulava, as instituições com quem laborava, as redes profissionais e clientelares que mantinha e os negócios ou outros cargos em que se podia envolver. No seu conjunto, todos estes factores vão contribuir para fazer dos homens individuais uma categoria comum, com ambições profissionais, sociais e económicas próprias. Saber é poder e os tabeliães sabiam: conheciam os negócios, as propriedades, as pessoas mais influentes em cada instituição da cidade. Com isso e a par da sua descrição e conhecimento - quer em relação a saber ler e escrever, quer em relação ao conhecimento que adquiriam em Direito - podiam conseguir vantajosos clientes que os ajudariam a ascender, numa sociedade em que a burocracia se tornava na palavra de ordem e onde a escrita se tornava imprescindível e com ela, os seus detentores. Estes homens simbolizavam a ordem num caos de analfabetismo, tornando-se numa elite com acesso ao poder decisório e por consequência prestígio social, que se tornava num elevador, alicerçado pelas teias de solidariedade que teciam habilmente. Tornam-se vassalos e escudeiros do rei e infantes e assim cimentam a intimidade com o poder que a escrita já lhes proporcionava. Com os rendimentos da profissão e os conhecimentos dos bens móveis, investiam e arrendavam, comercializavam e aumentavam a sua capacidade económica, muitas vezes ancorada num bom casamento. Investiam, geriam bens, fiavam e faziam o seu caminho na administração municipal e por vezes central, estendendo também a sua jurisdição profissional não só a Lisboa, mas à comarca ou ao reino, aumentando assim ainda mais a sua influência, conhecimento e poder. | por |
| dc.identifier.authoremail | anapsf@uevora.pt | |
| dc.identifier.scientificarea | 731 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/35829 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | tabelionado | por |
| dc.subject | escrita | por |
| dc.subject | Idade média | por |
| dc.subject | universidade medieval | por |
| dc.title | A Cidade de Lisboa e a Universidade: o tabelionado régio e o Poder da Escrita, 1377-1438 | por |
| dc.type | doctoralThesis | por |
| thesis.degree.name | Doutoramento em História | por |
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