Os Conflitos Ambientalistas nas Minas Portuguesas (1850–1930)

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Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova

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Os conflitos industriais ocuparam um lugar importante na memória coletiva das comunidades mineiras no passado recente, na literatura e no cinema dedicado a esse universo, constituindo um tópico central da historiografia dedicada à história das relações industriais. O interesse dos historiadores sociais pelo estudo dessas comunidades foi suscitado pela necessidade de compreender comportamentos colectivos inscritos em processos históricos mais vastos de mudança. Menor atenção foi dada aos conflitos externos associados ao desenvolvimento da actividade industrial nas regiões atrasadas e no contexto mais lato da abertura local à economia mundial. Referimo-nos aos conflitos desencadeados pela destruição ou alteração do ecossistema que suportava um modo de vida e uma determinada ordem social anterior, e que frequentemente opuseram os proprietários fundiários, lavradores, ganadeiros, pescadores e populações locais às companhias mineiras. Trataram-se, pois, de conflitos associados a alterações ambientais criadas directamente pela actividade industrial moderna, apesar da ausência de uma consciência ecologista, ou de discursos de tipo tradicionalista ou naturalista que visavam mobilizar uma parte da sociedade contra os demónios da modernidade.

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Guimarães, Paulo E. (2013), Os Conflitos Ambientalistas nas Minas Portuguesas (1850–1930). In Bruno Monteiro e Joana Dias Pereira (orgs.), De Pé Sobre a Terra: Estudos Sobre a Indústria, o Trabalho e o Movimento Operário em Portugal. 1ª ed. - Lisboa: Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova, 2013, pp. 135-177. - ISBN 978­989­98170­1­2 - publicação integral disponível no repositório científico da UNL em http://run.unl.pt/handle/10362/11192

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