A Bateria como Instrumento Convencional e os 100 Anos da Técnica Não Convencional de Vassouras
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Húmus
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Apesar de se poder assumir que todos os (hoje em dia reconhecidos) ins- trumentos musicais foram na sua génese considerados não convencio- nais ou utilizados através de técnicas não convencionais (na perspetiva que seriam novidade), poder-se-á também avançar que os instrumentos continuamente mais relacionados com a não-convencionalidade são os da extensa família da percussão. Ao longo da história da música de tradi- ção europeia, muitos dos instrumentos de percussão têm tido como prin- cipais funções a produção de efeitos sonoros e/ou pontuações rítmicas. Deste modo, a procura de diferentes recursos sonoros e a sua associação à percussão fomentou a inerente e constante não-convencionalidade desta família de instrumentos. Muitas das vezes, tratando-se embora do mesmo instrumento de percussão e de uma reconhecida interven- ção musical, é perfeitamente aceite a utilização de um tipo diferente de baquetas, ou mesmo o ataque num diferente ponto do instrumento por forma a obter-se uma sonoridade renovada.
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Lopes, Eduardo. [1] “A Bateria como Instrumento Convencional e os 100 Anos da Técnica Não Convencional de Vassouras”, in A. Martingo e A. Telles (eds), Música Instrumentalis: experimentação e técnicas não convencionais nos séculos XX e XXI, Vila Nova de Famalicão: Edições Húmus, 2019, pp. 125-138.