Cidade e curadoria: modelos narrativos

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DAC

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Em anos recentes, a investigação em torno da programação e da curadoria (termos que aqui tomo muitas vezes como equivalentes, embora ciente das diferenças metodológicas ou conceptuais existentes) têm postulado a ideia de que a curadoria conta histórias, quer dizer, que os actos de programação / curadoria são narrativizadores — de conteúdos, de materiais e até de eventos. Em consequência disto, uma narrativa curatorial poderia dar legibilidade a obras, a exposições ou até a festivais, por exemplo, ora narrando-os, ora dando a ler os processos, materiais e discursos que neles estariam latentes, ora conjugando uma e outra possibilidade. Neste texto propõe-se uma reflexão em torno das estratégias que, nas organizações culturais (associações, museus, centros culturais, estruturas de criação, etc.) visam garantir a plena realização dos projectos e criações artísticas promovidos por aquelas organizações, especialmente destacando a curadoria e a programação, o serviço educativo, a comunicação e a execução técnica, domínios que consabidamente concorrem para o desiderato de uma actividade cultural eficaz e eficazmente transmitida e apresentada aos que a vão fruir / receber como narrativa. A reflexão aqui avançada sugere que um modelo narrativo, aproximando o curar do narrar e o narrar do curar, permite explicitar questionamentos basilares dos processos de curadoria e programação.

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Ferreira, José Alberto, 2021, Cidade e curadoria: modelos narrativos. Évora, DAC - Documentos pedagógicos.

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