O mármore alentejano como produto global: produção, actores e exportação (1946-1986)

Loading...
Thumbnail Image

Date

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

Almedina

Abstract

A indústria do mármore do Alentejo conheceu a partir da década de 1950 e até 1973 um grande crescimento favorecido pela abertura da economia aos investimentos estrangeiros, e pelos apoios e planos de desenvolvimento que foram colocados em prática nesta altura e que incentivaram a intensificação da exploração, a adopção de novas tecnologias e o aumento dos montantes e dos valores da exportação, assim como o alargamento dos mercados de destino. No quadro geral da indústria, o crescimento desta indústria deu-se, sobretudo, através do estabelecimento de uma série de empresas que foram abrindo novas pedreiras e criando novas oficinas de transformação. Estas novas empresas alteraram completamente o panorama da exploração do mármore e a sua importância económica pode ser verificada nos recenseamentos industriais realizados em 1957 e em 1972. Em 1975-1976, lançou-se o Programa de Aproveitamento dos Recursos Minerais e, em 1985, o Plano Mineiro Nacional, iniciativas que propunham soluções para o futuro desta indústria e faziam eco de problemas que já tinham sido abordados anteriormente. Em 1986, ou seja, nas vésperas da entrada de Portugal na então CEE –Comunidade Económica Europeia, as pedreiras de Estremoz, Borba e Vila Viçosa tinham-se tornado as mais importantes do país pelo seu número, pela sua modernização técnica, pelos valores de extracção e pelos valores de venda nos mercados internacionais. O mercado exportador alargara-se de forma muito marcante durante o período de 1946-1986 e os valores de exportação aumentaram exponencialmente, fazendo desta zona de exploração de mármores a mais importante do sector das rochas ornamentais do país e promovendo um grande desenvolvimento da própria região. Ao longo deste período a indústria dos mármores ganhou uma enorme escala e dimensão, o que lhe possibilitou competir a nível internacional com os outros países produtores de mármores, também integrados no mercado comunitário.

Description

Citation

Armando Quintas e Ana Cardoso de Matos “O mármore alentejano como produto global: produção, actores e exportação (1946-1986)” in Ana Cardoso de Matos, José Profirio, Pedro Caridade de Freitas (coord), Mármore - 2 000 Anos de História e Património. O Contributo dos Mármores do Alentejo para um Percurso Global. Volume IV, Lisboa, Ed. Almedina, 2022, pp. 317- 368.[ISBN: 978-989-53156-2-8]

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By