O papel do órgão no contexto da prática polifónica nas capelas catedralícias em Portugal no tempo do Cardeal D. Henrique – a figura de António Carreira (c.1530-c.1594)
| dc.contributor.author | Oliveira, Filipe | |
| dc.date.accessioned | 2013-01-22T16:02:53Z | |
| dc.date.available | 2013-01-22T16:02:53Z | |
| dc.date.issued | 2012-10-18 | |
| dc.description.abstract | Durante o reinado de D. João III as catedrais portuguesas lançaram as bases organizativas e financeiras para a formação de corpos de cantores especializados na prática de polifonia sacra. A elevação à cátedra episcopal do Cardeal-Infante D. Henrique concorreu decisivamente para esse facto, tendo-se observado a partir de então a instituição gradual de capelas catedralícias em Portugal. Sob o impulso do seu irmão, o Cardeal-Infante D. Afonso, a Sé de Évora foi testemunho da instituição de uma colegiada de moços de coro educados a expensas do cabido, para cumprir as obrigações musico-litúrgicas. Foi já no reinado de D. Sebastião, na sequência da adopção dos ditames tridentinos, os quais acentuaram radicalmente a romanização litúrgica e o controle social sobre as ideias e os costumes, que a música sacra foi, também ela, objecto de uma extensa revisão. No que releva das suas resultantes práticas importa mencionar a proibição de canto e execução instrumental por parte de religiosos em mosteiros de freiras, a imposição da censura prévia a textos de novos motetes e a proibição do uso de instrumentos, à excepção dos de tecla. É assim que o órgão adquire um relevo que até então não tinha, decorrente do papel assumido no acompanhamento de algumas rubricas. Nesse contexto inscreve-se o nome de António Carreira, a figura mais marcante no âmbito do repertório organístico português de quinhentos. A sua produção de tecla, que se encontra no manuscrito musical 242 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (P-Cug MM 242), é constituída por um conjunto de tentos e fantasias, cujas funções se integrariam, com toda a probabilidade, no seio do cerimonial litúrgico. A importância do compositor é ainda atestada pelo facto de ter sido Mestre da Capela Real a partir do reinado de D. Sebastião, cargo que manteve durante o governo do Cardeal D. Henrique. No que respeita à produção organística, António Carreira enriqueceu a música de tecla ibérica com um modelo monotemático de tento, desenvolvido a partir das condições naturais inerentes aos instrumentos de tecla. Nesse sentido, preparou o terreno para os futuros tentos monotemáticos de Manuel Rodrigues Coelho e Francisco Correa de Arauxo. O conhecimento profundo das formas instrumentais europeias do seu tempo tornou-o também num dos grandes responsáveis pela estruturação formal do tento a partir de elementos do ricercare, figurando por isso, com toda a legitimidade, ao lado de personalidades da craveira de Andrea Gabrieli, Jacques Buus ou Rocco Rodio. A presente comunicação pretende inscrever a produção de tecla de António Carreira no contexto da dinamização do cerimonial litúrgico, resultante da implementação das orientações tridentinas que marcaram de forma indelével o governo do Cardeal D. Henrique. | por |
| dc.identifier.authoremail | filipe.mesquita.oliveira@gmail.com | |
| dc.identifier.scientificarea | 204 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/7613 | |
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| dc.identifier.withposter | nao | por |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | António Carreira | por |
| dc.subject | Tento | por |
| dc.subject | Cardeal D. Henrique | por |
| dc.subject | Sé de Évora | por |
| dc.subject | Órgão | por |
| dc.title | O papel do órgão no contexto da prática polifónica nas capelas catedralícias em Portugal no tempo do Cardeal D. Henrique – a figura de António Carreira (c.1530-c.1594) | por |
| dc.type | lecture | por |
| degois.publication.location | Colégio do Espírito Santo, Universidade de Évora | por |
| degois.publication.title | Congresso Internacional - D. Henrique e as múltiplas dimensões do podeer no século XVI (17 e 18 de Outubro 2012) | por |
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