Elites políticas locais face ao «28 de Maio». O caso de Portalegre
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IBN MÁRWAM, Revista Cultural do Concelho de Marvão
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A formação de grupos antipartido democrático durante a I República criou condições para uma consolidação do “28 de Maio” em Portalegre.
A elite política democrática foi afastada do poder e em seu lugar ficou uma elite conservadora maioritariamente militar, embora afastada dos partidos políticos conservadores locais.
Não foram chamados para o poder elementos dos interesses económicos, como solicitava O Distrito de Portalegre, porque possivelmente, a maioria destes tinham ligações aos ideais monárquicos, o que os afastava do “ 28 de Maio”.
A preponderância da elite militar é justificada pela nomeação do governador civil - Tenente Coronel Gaudêncio Trindade, que deve ter nomeado homens da sua confiança pessoal. Esta preponderância militar é curiosamente uma novidade nos estudos realizados sobre a nova elite política local após o “28 de Maio”.
Na maior parte dos casos conhecidos houve uma recondução da mesma elite política local que estava no poder, quando esta era conservadora , ou então, nomeou-se a oposição conservadora quando os democráticos, ou outras forças de esquerda ocupavam a comissão executiva.
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Manuel Baiôa, “Elites políticas locais face ao «28 de Maio». O caso de Portalegre”, IBN MÁRWAM, Revista Cultural do Concelho de Marvão, N.º 7, 1997, pp. 205-217.