Da nova saúde pública a uma nova escola de saúde: Caminho inacabado ou nem sequer iniciado?

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Gradiva

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Existe um curioso paralelismo entre o meu percurso profissional e o desenvolvimento do mo-vimento da Nova Saúde Pública. Tendo iniciado a minha formação profissional em 1980, al-guns anos após o Relatório Lalonde (1974) e após a Conferência de Alma-Ata (1978) , pode-ria intuir-se que a minha formação foi marcada por estes acontecimentos determinantes e que reconfiguraram a conceptualização em saúde. De facto o meu curso de formação inicial (Cur-so Geral de Enfermagem) tinha por base um Plano de Estudos denominado “Livro Verde”, o qual tinha sido aprovado em 1976 e que se constituiu como uma profunda alteração no ensino de enfermagem. Nele e de acordo com Amendoeira (2004) , a maior ruptura situou-se “...na filosofia educativa para uma enfermagem das pessoas que dela necessitavam e não uma en-fermagem da saúde e da doença, aprendida e experimentada essencialmente no Hospital” (p. 87). Tive assim o privilégio de viver uma época de profundas mudanças. A “Revolução dos Cravos” era uma memória recente, pelo que se iam ensaiando ainda “revoluções” aos mais diversos níveis da sociedade. A enfermagem dava passos determinantes para a sua futura in-tegração no espaço a que aspirava por direito – o ensino superior. O referido “Livro Verde” é disso um exemplo perfeito.

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Lopes, M. J.Da nova saúde pública a uma nova escola de saúde: Caminho inacabado ou nem sequer iniciado?, In A Nova Saúde Pública. A Saúde Pública da Era do Conhecimento. Livro de Homenagem a Constantino Sakellarides, 161-165, ISBN: 978-989-616-428-7. Lisboa: Gradiva, 2011.

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