Pelas portas de vidro da internet: As examinações (in)comensuráveis da figura do estrangeiro
Loading...
Date
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Desenvolvimento e Sociedade
Abstract
Pensar a internet como uma porta de vidro, permite-nos conjeturar o que se passa do outro lado. Concebida a
partir da metáfora porta de vidro enxergamos um mar de informações que nos levam a produzir sensações
sobre o que se passa daquele outro lado. Somos presenteados com a possibilidade de avistar o outro através
daquilo que ele ali posta com mais ou menos frequência. Por vezes somos privados de sentir o que realmente
acontece na alteridade do ser que por ali navega através dos seus registos. Imagens, ora límpidas ora turvas,
constroem uma realidade pluriforme. O ruído produzido pela internet acaba por gerar diversos sentimentos
naqueles que, do outro lado da porta de vidro, olham atentamente para aquilo que ali tem estado a ser assinalado.
Os exercícios interpretativos nem sempre resultam em acordo. Gestação de equívocos pode ser um daqueles
resultados. Seja quais forem as gramáticas de razões ancoradas nas discórdias e em disputas vocabulares é sobre
os seus efeitos atuantes que reside o nosso foco neste artigo. São vozes que se levantam, expondo os seus juízos
e qualificações sobre os estrangeiros, mas outras tantas evitam entrar na conversa por meio da escrita, ou delas
se desligam mostrando-se indiferentes às controvérsias entre o enfurecido e o manso. Assim, o artigo pretende
analisar a representação construída pela figura do estrangeiro nas redes sociais em Portugal na peugada da
listagem das (des) qualificações desenhadas nos textos sobre o outro que chega. É só da reciprocidade angular
permitida pela porta de vidro que assenta os efeitos das trocas produzidas na Internet ou através da porta as
circulações dão azo a travessias na ponte?
Description
Keywords
Citation
Resende, José Manuel. Souza, Lucas Freitas de. Pelas portas de vidro da internet:
As examinações (in)comensuráveis da figura do estrangeiro. Desenvolvimento e Sociedade. Évora. 2019. 95-108