Pensas que só acontece aos outros?! Narrativa e análise crítica de um percurso de doença oncológica
| dc.contributor.author | Lopes, Manuel | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-26T10:47:47Z | |
| dc.date.available | 2026-02-26T10:47:47Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | INTRODUÇÃO Tomei uma decisão difícil: expor-me através da narrativa de uma experiência pessoal de doença. Não sendo caso inédito, como poderão constatar1, é-me um exercício penoso exatamente por essa exigência de algum desnudamento público. A referência a este grupo de autores em nota de rodapé é apenas para que se perceba que não estou a ser inédito, mas também para clarificar que não me sinto um interpares, longe disso! Então porque o faço, perguntarão? Primeiro, porque considero ser um observador privilegiado, como saberão quando, mais abaixo, me apresentar. Assim, poderei perceber elementos passíveis de melhoria em todo o processo de cuidados, úteis não apenas para mim, mas para todos os utilizadores. Segundo, por uma questão de cidadania, ou seja, a minha experiência poderá ajudar outras pessoas a cuidarem de si próprias, a navegar no complexo mundo dos serviços de saúde e a lidar com o sofrimento.Definir desde já um pressuposto fundamental. Costuma dizer-se que este tipo de depoimentos é feito pelos supostos “vencedores”, ou seja, aqueles que venceram a sua “guerra contra o cancro”. Primeiro, não é uma guerra, porque se o fosse, os doentes seriam sempre e em simultâneo, o campo de guerra, o guerreiro “soldado raso”, portanto, “carne para canhão” e, presumivelmente, o general com coragem inabalável e visão estratégica que em cada momento sabe exatamente o que há de fazer e para onde ir. Ora pedir isto a um doente com o diagnóstico de cancro é um absurdo! Segundo, sem vos querer maçar muito com estudos, sempre vos direi que existem múltiplas investigações que demonstram que a metáfora da guerra desencoraja certos comportamentos preventivos porque sugere que ter cancro é tão mau quanto ter uma guerra. Isso pode deixar as pessoas assustadas e menos propensas a ser diagnosticadas, e sugere que o tratamento será muito duro (1–5). Também não é uma guerra porque, não se pode dizer que no final haja “vencedores curados” neste processo, apenas experiências de vida mais ou menos transformadoras, e isso depende da forma como cada um as consegue ir aproveitando dessa forma. | por |
| dc.identifier.authorbook | nao | por |
| dc.identifier.authoremail | mjl@uevora.pt | |
| dc.identifier.citation | Lopes, M. J. (2025). Pensas que só acontece aos outros?! Narrativa e análise crítica de um percurso de doença oncológica. | por |
| dc.identifier.editorbook | nao | por |
| dc.identifier.scientificarea | 745 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/41468 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | RVJ | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Sofrimento | por |
| dc.subject | Oncologia | por |
| dc.title | Pensas que só acontece aos outros?! Narrativa e análise crítica de um percurso de doença oncológica | por |
| dc.type | book |
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