"O que a Irene nos instiga: porque deve um historiador da arte ler "Arte e Técnica em Heidegger"

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Colibri

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Os historiadores da arte sempre tiveram uma relação algo ambígua com o pensamento filosófico e, por inerência, com os textos de Filosofia ou sobre Filosofia. Se, por um lado, reconhecem a sua função estruturante na compreensão dos fundamentos conceptuais e teóricos das correntes, dos movimentos e das tendências artísticas de cada período histórico, assim como das próprias ferramentas teóricas e metodológicas de análise da arte enquanto fenómeno histórico ou historicamente explicável. Por outro lado, frequentemente não ultrapassam a mera enunciação e contextualização desses fundamentos. Por este motivo, ao refletir sobre qual poderia ser o meu contributo para um livro dedicado à sinalização da relevância do percurso académico de Irene Borges-Duarte, decidi retomar a apresentação pública que fiz do seu livro Arte e Técnica em Heidegger em 2014, na Universidade de Évora. Tal como fiz aquando da sua apresentação oral, nesta versão escrita, perante a diversidade das problemáticas que se vão ao longo da leitura da obra, acabei por optar por centrar o texto na questão: porque deve um historiador da arte ler Arte e Técnica em Heidegger ou qual a sua utilidade para todos aqueles que se interessam por arte?

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Rodrigues, Paulo Simões (2022). "O que a Irene nos instiga: porque deve um historiador da arte ler "Arte e Técnica em Heidegger". In Milhano, Ângelo; Henriques, Fernanda; Chohfi, Laiz; Provinciatto, Luís Gabriel; Entre Mundos. Liber Amicorum para Irene Borges-Duarte. Lisboa: Colibri, pp. 827-834.

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