O caso do teatro inexistente, ou do teatro como imagem de nós

dc.contributor.authorFerreira, José Alberto
dc.date.accessioned2015-01-15T15:26:13Z
dc.date.available2015-01-15T15:26:13Z
dc.date.issued2014
dc.description.abstractQuando analisamos o significativo conjunto de textos que sobre o teatro português se escreveram, entre o século xix e xx, de Almeida Garrett a Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão ou Fialho de Almeida, por exemplo, deparamos com uma situação paradoxal. Por um lado, como se sabe, o século XIX é o século da afirmação do teatro enquanto veículo identitário privilegiado das nações, na esteira das posições de Schiller e das teses doutrinárias do romantismo; é o século em que verificamos um aumento das casa de espectáculos em Lisboa, o reforço episódico do apoio do Estado ao Teatro Nacional, a instituição do Conservatório e dos Concursos de incentivo à produção dramática nacional. Por outro lado, porém, este é também o tempo da construção do imagema estereotipado pelo qual se rejeita a existência do teatro português. O teatro português existe?, perguntava em 1912, no título da «tese de concurso à terceira cadeira da Escola de Arte de Representar (Filosofia Geral das Artes)» Luís Barreto, antecedido por um século de insistentes referências à ausência de qualidade da produção dramática nacional. Neste breve ensiao, procuro analisar os termos desta polaridade, numa ambivalência que foi sendo retomada nos escritos sobre identidade e cultura (e.g. A. J. Saraiva, Crabée Rocha, Jorge Dias, Vítor Santos) e pelas histórias do teatro português e só começa a ser expressamente posta em causa quando a renovação da historiografia do teatro convoca novos paradigmas e se evidenciam as polaridades ideológicas dos discursos implicados. Se o projecto de Garrett, como disse Eduardo Lourenço, visava «fundamentalmente a teatralização de Portugal como povo que só já tem ser imaginário» (1978: 83), o seu discurso de juventude contra Gil Vicente (na História Filosófica do Teatro Português) e depois celebrando a sua herança (em Um auto de Gil Vicente) lança ao mesmo tempo os fundamentos de um projecto nacional de teatro e o seu imagema mais dramático.por
dc.identifier.authoremailjaf@uevora.pt
dc.identifier.citationFerreira, José Alberto 2014 «O caso do teatro inexistente, ou do teatro como imagem de nós», Limite. Revista de Estudios Portugueses y de la Lusofonía (8). Dossier temático - Imagología: leyendo imágenes e imaginarios desde la Península Ibérica): 93-126.por
dc.identifier.scientificarea204por
dc.identifier.sharewithDAC, EApor
dc.identifier.urihttp://www.revistalimite.es/volumen%208/06_ferreira.pdf
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/12431
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherLimite. Revista de Estudios Portugueses y de la Lusofoníapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjecthistória do teatro portuguêspor
dc.subjectteatro nacionalpor
dc.subjectAlmeida Garrettpor
dc.subjectimagemapor
dc.titleO caso do teatro inexistente, ou do teatro como imagem de nóspor
dc.typearticlepor
degois.publication.firstPage93por
degois.publication.issue8por
degois.publication.lastPage126por
degois.publication.locationCáceres, Espanhapor
degois.publication.titleLimite. Revista de Estudios Portugueses y de la Lusofoníapor

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