Introdução ao estudo – Determinantes da fecundidade em Portugal
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Fundação Francisco Manuel dos Santos
Abstract
Portugal regista atualmente um dos mais baixos níveis de fecundidade
da Europa e do mundo, resultado da redução do número de filhos e do
adiamento dos nascimentos para idades mais tardias.
As características individuais e a idade ao nascimento do primeiro filho
são determinantes cruciais para o número de filhos que se tem e que se
espera ter, variando em função do grau de instrução. Apesar das alterações
comportamentais ao longo das últimas décadas, os contextos familiares
e a conjugalidade continuam a ser centrais na vida dos portugueses,
pois aqueles que não vivem com cônjuge ou companheiro apresentam
fecundidades mais baixas. A dimensão familiar ideal é outro determinante
crítico, dado que ideais mais baixos potenciam que se tenha menos filhos,
dificultando a recuperação da fecundidade. O ideal parece corresponder
ao número de filhos que permite manter um determinado nível de vida
para a família e ainda garantir aos filhos mais oportunidades, mesmo
que para tal se tenha apenas um filho. Daí também a atual relevância das
questões económicas nas decisões de fecundidade.
A alteração de mentalidades parece ter gerado um novo modelo social
marcado por uma crescente valorização dos filhos.
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Citation
Mendes, M.F, Infante, P., Afonso, A., Maciel, A., Ribeiro, F., Tomé, L.P., Freitas, R.B. (2016). Introdução ao estudo – Determinantes da fecundidade em Portugal. Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 43 p.