O dilema do museu: Apenas real ou também virtual?
| dc.contributor.author | Roque, Maria Isabel | |
| dc.contributor.editor | Ilharco, Fernando | |
| dc.contributor.editor | Hanenberg, Peter | |
| dc.contributor.editor | Lopes, Marília dos Santos | |
| dc.date.accessioned | 2019-02-12T17:34:50Z | |
| dc.date.available | 2019-02-12T17:34:50Z | |
| dc.date.issued | 2018-11 | |
| dc.description.abstract | O museu é um espaço de memórias, cuja identidade se fundamenta no caráter autêntico, ou original, dos objetos que expõe. Porém, esta autenticidade cinge-se à sua tangibilidade, dado que o processo de musealização envolve um fenómeno de descontextualização, decorrente da retirada do ambiente original e da perda de funções que lhe conferiam sentido. O objeto é autêntico, mas o seu sentido é alterado no espaço do museu. Por seu turno, este é um espaço de representação e diferença, onde os objetos de diferentes proveniências e cronologias se justapõem de forma artificial e, eventualmente, ilusória. O significado do objeto é, por conseguinte, alterado e truncado na sua essência, embora seja evocado através de narrativas, sucessivas ou sobrepostas, que sublinham determinados aspetos ou perspetivas, de acordo com o discurso pretendido pelo museu. Assim, as novas tecnologias da informação surgem como uma oportunidade para recuperar a pluralidade de sentidos e conexões que cada objeto encerra. Não obstante, os museus, embora tenham vindo a desenvolver projetos de digitalização das coleções e da transposição dos inventários para bases de dados, têm uma participação incipiente em projetos mais alargados no domínio das humanidades digitais, incluindo a renderização de imagens, a visualização e impressão 3D, a criação de realidade virtual, aumentada e imersiva, considerando-os uma ameaça à sua identidade. Através da pesquisa teórica em estudos de museu e da análise de casos neste domínio, procura-se validar a hipótese de que o ambiente virtual, sendo mais vasto e oferecendo a possibilidade de traçar vias de comunicação segmentadas em função das competências, interesses e expetativas dos seus públicos, permite criar novas modalidades de observação do objeto museológico e associar-lhe um amplo conjunto de dados, contribuindo para uma maior autenticidade do seu sentido intangível. | por |
| dc.identifier.authoremail | maria.roque@universidadeeuropeia.pt | |
| dc.identifier.citation | Roque, M. I. (2018). O dilema do museu: Apenas real ou também virtual? In F. Ilharco, P. Hanenberg, & M. S, Lopes, Património cultural e transformação digital (pp. 21-31). Lisboa, Portugal: Universidade Católica Editora. | por |
| dc.identifier.isbn | 9789725406311 | |
| dc.identifier.scientificarea | 711 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/24609 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade Católica Editora | por |
| dc.rights | restrictedAccess | por |
| dc.subject | humanidades digitais | por |
| dc.subject | objeto museológico | por |
| dc.subject | museu | por |
| dc.subject | património cultural | por |
| dc.title | O dilema do museu: Apenas real ou também virtual? | por |
| dc.type | bookPart | por |